Minas e Espírito Santo: interação reforça debate sobre tecnologias para a sustentabilidade da cafeicultura

setembro 3rd, 2010 by equipepec

 .

. 

As tecnologias de produção e os principais desafios para o desenvolvimento da cafeicultura no Espírito Santo foram discutidos nesta segunda e terça-feira (30 e 31), durante o II Seminário para Sustentabilidade da Cafeicultura, no Teatro Municipal de Alegre, Espírito Santo. O evento é uma realização do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Espírito Santo (CCA/UFES) e do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), em parceria com a Prefeitura Municipal.

Para esta edição, profissionais da Universidade Federal de Lavras (UFLA) foram convidados a apresentarem pesquisas e atividades para ampliar o debate acerca dos fatores relevantes para a sustentação tecnológica e econômica da atividade cafeeira no Espírito Santo, tanto para o café arábica, quanto para o conillon. A interação entre profissionais de diferentes instituições objetivou a identificação de problemas e o estabelecimento de parcerias para geração de alternativas tecnológicas.

Dentre os palestrantes da UFLA, o professor do Departamento de Biologia, José Donizeti Alves, enfatizou a importância da água na produção de café; o professor do Departamento de Engenharia (DEG), Fábio Moreira da Silva, apresentou as tecnologias de mecanização da colheita em regiões de montanhas e, o professor Flávio Meira Borém, também do DEG, destacou os aspectos relacionados à pós-colheita e qualidade do café. O professor Ricardo Souza Sette, do Departamento de Administração e Economia, apresentou os pontos fundamentais para a sustentabilidade da atividade, que estão listados na obra recentemente lançada “Planejamento e Gestão da Propriedade Cafeeira”. O doutorando do Departamento de Agricultura (DAG) e pesquisador do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Sérgio Parreiras Pereira, apresentou os programas de certificação em andamento no país e seus impactos no sistema produtivo.

Nas palavras do presidente do Incaper, Evair Vieira de Melo, o instituto tem investido muito na capacitação dos técnicos e agricultores capixabas, acreditando que a educação rural é o caminho para a solução dos principais entraves encontrados pelos produtores e para o desenvolvimento regional. “O Objetivo é sempre promover a melhoria da renda e da qualidade de vida no interior do Estado”, afirma.

Um dos desafios comuns entre as cafeiculturas mineira e capixaba está na dificuldade de mecanização das lavouras em regiões de montanha, sobretudo, para o processo de colheita. De acordo com o coordenador do Programa Estadual de Cafeicultura e pesquisador do Incaper, Romário Gava Ferrão, um dos principais pontos de discussão este ano é a utilização de máquinas para colheita do café no Espírito Santo, tendo em vista que cerca de 90% do café do Estado é colhido manualmente e cerca de 50% do custo de produção está relacionado à colheita. Ressalta-se que ainda não existem técnicas de colheita mecanizada para o café Conilon, que representa 70% da produção do Estado.

A Embrapa Café, responsável pela gestão do Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café (CBP&D/Café), também apoiou o evento. Na programação, o pesquisador da Unidade, Aymbiré Francisco Almeida da Fonseca, palestrou sobre os aspectos relacionados à qualidade do café conillon no Espírito Santo. Na oportunidade, abordou o uso de boas práticas agrícolas com enfoque no Programa Café Seguro.

 

 Polo de Excelência do Café  

http://excelenciacafe.simi.org.br/

7º Concurso de Qualidade Cafés de Minas: prazo para envio das amostras se encerra na próxima semana

setembro 1st, 2010 by equipepec

 .

.

Os melhores cafés do Estado, das quatro principais regiões produtoras (Sul de Minas, Matas de Minas, Cerrado e Chapada de Minas) serão conhecidos por meio da 7ª edição do Concurso de Qualidade Cafés de Minas. As amostras serão recebidas até o dia 8 de setembro em todos os escritórios da EMATER-MG.

Entre as novidades deste ano está o georreferenciamento das amostras inscritas, ou seja, a origem de cada amostra terá seu posicionamento registrado com ajuda do GPS (Sistema de Posicionamento Global). A rastreabilidade das amostras vai agregar valor às propriedades participantes, além de facilitar a caracterização e identificação de aspectos de qualidade das principais regiões produtoras.

Os produtores poderão concorrer em duas categorias: café natural e cereja descascado. Serão premiadas as três melhores amostras de cada categoria. Porém, desta vez, chegarão à final do concurso os três melhores cafés de cada região produtora, sendo então listados os melhores lotes de todo Estado. No processo de avaliação serão observados tanto os aspectos físicos dos grãos (como grau de umidade e uniformidade), como as características sensoriais da bebida, como sabor, aroma, corpo e grau de acidez.

O tamanho dos lotes para o leilão dos finalistas é outra mudança prevista para esta edição do concurso, passando de 30 para apenas 10 sacas cada lote. Marcos Fabri Junior, coordenador estadual do concurso, explica que a redução no tamanho do lote deverá atrair um maior número de compradores, com a possibilidade de oferta de preços mais altos por um produto diferenciado. “É uma estratégia para valorizar ainda mais os melhores cafés e para permitir a participação de agricultores familiares”, afirma.  

O concurso estadual é organizado pela EMATER-MG e pela Universidade Federal de Lavras (UFLA). A iniciativa tem como parceiros o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig); o Polo de Excelência de Café, o Centro de Excelência de Café de Machado; o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sul de Minas - Campus Machado; Sindicato da Indústria de Café de Minas Gerais (Sindicafé), além de apoio de várias instituições públicas e privadas.

Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (35) 3821-0020 ou pelo e-mail uregi.lavras@emater.mg.gov.br

 

Polo de Excelência do Café 

http://excelenciacafe.simi.org.br/

Tecnologias cafeeiras na INOVATEC 2010

agosto 29th, 2010 by equipepec

 .

.

Confirmada a participação do Polo de Excelência do Café na 6ª edição da INOVATEC - Feira de Inovação Tecnológica, de 5 a 8 de outubro, no Expominas, em Belo Horizonte. O evento promove a articulação entre pesquisadores, empresários e agentes do governo, tendo os Estados Unidos como país âncora para o compartilhamento de experiências em ciência, tecnologia e inovação (C, T & I). Vele destacar que além de ser uma potência econômica, com excelência em áreas como tecnologia de informação e comunicação (TICs), gestão da inovação e transferência de tecnologia, os EUA são os maiores consumidores de café do mundo.

Para este ano, os temas centrais da INOVATEC são “Energia Limpa” e “Copa 2014”, evidenciando para o debate a apresentação de soluções e demandas tecnológicas. As discussões terão o objetivo de levantar as oportunidades que as empresas e institutos de pesquisa terão ao desenvolver produtos, processos e serviços inovadores demandados para estes dois desafios.

 

Além dos temas centrais, ampla programação estará voltada para a articulação entre os setores e para a geração de sinergia entre competências, com foco no desenvolvimento de projetos inovadores. A interação entre a academia, as empresas e o governo serve como suporte para prospecção de demandas, ampliação de parcerias, realização de negócios e para o direcionamento de novas políticas públicas em torno da inovação.

 

O Polo de Excelência do Café fará parte do setor estratégico do agronegócio, juntamente com o Polo de Excelência em Genética Bovina e Polo de Excelência do Leite. 

 

 

 

Visite o site do evento: http://inovatec2010.com.br

 

 

Assista ao vídeo da INOVATEC 2009:

Imagem de Amostra do You Tube

 

Polo de Excelência do Café

http://excelenciacafe.simi.org.br/

Polos de Café e Telecomunicações identificam aplicações para Sistema Brasileiro de Geo-Referenciamento

agosto 25th, 2010 by equipepec

 

Nesta terça-feira (24), o gerente executivo do Polo de Excelência do Café, Edinaldo José Abrahão, juntamente com professores do Instituto Federal do Sul de Minas – Campus Machado, visitou o Polo de Excelência em Eletrônica e Telecomunicações, com sede no Instituto Nacional de Telecomunicações (INATEL), em Santa Rita do Sapucaí. A interação entre os polos de excelência é um passo importante para agregar especialistas de outras áreas do conhecimento em novos projetos inovadores, que resultem na incorporação de tecnologias ao sistema agroindustrial do café mineiro. 

De forma estratégica, o Instituto Nacional de Telecomunicações, INATEL, sob a coordenação do professor Pierre Kaufmann, está na fase final de desenvolvimento do Sistema Brasileiro de Geo-Referenciamento, nomeado Geo-Local. O objetivo é criar uma alternativa para o uso do Sistema de Posicionamento Global, conhecido popularmente como GPS, controlado pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos. De acordo com o professor Carlos Nazareth Motta Marins, que também participa no desenvolvimento do sistema, o Brasil segue a tendência de outros países, que já atentaram para a importância de criarem alternativas ao GPS, como é o caso do russo Glonass e, ainda em fase de implantação, o europeu Galileo e o chinês Compass.

O coordenador do projeto do Polo de Telecomunicações, Adonias Costa da Silveira, lembrou que na ausência de alternativas locais, uma falha no sistema GPS poderia representar o caos na comunicação digital. Na avaliação do professor Pierre, o sistema brasileiro é uma opção independente dos sistemas e processos de geoposicionamento existentes, sendo até mesmo superior em alguns pontos, com uma maior exatidão em termos de altitude. Para a operacionalização do sistema, está em estudo o lançamento de um nanosatélite, que terá como principal função a sincronização das telecomunicações.   

Por se tratar de um assunto tão estratégico, novas aplicações para o Geo-Local também estão sendo avaliadas, com destaque para a agricultura de precisão. O sistema pode ser uma nova ferramenta de informação, que facilite a automação agrícola a partir áreas geograficamente referenciadas. A interação com o Polo de Café é justamente para auxiliar a identificação de novas aplicações para o sistema, com a possibilidade de serem desenvolvidas novas funções e produtos. 

O professor e coordenador do Curso Superior de Tecnologia em Cafeicultura do IF Sul de Minas, Leandro Carlos Paiva, ressaltou que existem muitas possibilidades de aplicação da tecnologia, lembrando que cresce a demanda por lavouras georeferenciadas, sobretudo, para o café certificado.  

O Polo de Excelência do Café e o Polo de Excelência em Eletrônica e Telecomunicações programam um encontro durante a INOVATEC 2010, que acontece de 5 a 8 de outubro, no Expominas, com a apresentação do professor Pierre Kaufmann. Na oportunidade, o Polo de Café convidará especialistas que possam contribuir com sugestões sobre novas aplicações para o Sistema Brasileiro de Geo-Referenciamento voltadas ao agronegócio.    

 

Polo de Excelência do Café

http://excelenciacafe.simi.org.br/

 

 

 

 

   

Polo de Excelência em Florestas lança Cartilha Florestal e convida para sua construção coletiva

agosto 22nd, 2010 by equipepec

.

 

 . 

 

Para o melhor entendimento das possibilidades de uso da terra e das restrições impostas pela legislação, o Polo de Excelência em Florestas acaba de lançar a versão on line da Cartilha Florestal, aberta à contribuições. A iniciativa tem o objetivo de contribuir para a construção do conhecimento coletivo a respeito do uso da terra no Estado de Minas Gerais, com base nas orientações emanadas da legislação vigente. Dada à sua complexidade, a cartilha facilita a leitura por meio da fragmentação dos diferentes ambientes, com abordagens que podem levar ao melhor entendimento e orientação sobre o correto uso do terra.

 

Com linguagem acessível aos diferentes públicos a que se destinam, as análises em cada ambiente abordam o que se pode e o que não se pode fazer, mostrando a legislação e as normas aplicáveis, enriquecidas com comentários e esclarecimentos pertinentes. Na avaliação de Antônio de Pádua Nacif, gerente executivo do Polo de Excelência em Florestas, os cafeicultores também poderão contribuir para o aperfeiçoamento da cartilha, já que existem ainda muitas dúvidas para a adequação da atividade à legislação ambiental, muitas vezes, por desconhecimento.  

 

 

A primeira versão está aberta para contribuições visando o seu aperfeiçoamento. Desta forma, o Polo de Excelência em Florestas convida para a sua construção colaborativa. O documento atual foi elaborado por uma equipe de profissionais multidisciplinares, alinhando o conhecimento específico de cada área de interesse.

 

 

“Tens dúvidas? – Pergunte. Tens conhecimento? – Contribua. Estamos errados? – Corrija-nos”, este é o texto de provocação para a participação de todos.

 

Para abrir a cartilha acesse: http://www.cartilhaflorestal.com.br/

 

Polo de Excelência do Café

http://excelenciacafe.simi.org.br/

 

 

 

 

 

 

Empresa TEIA: articulação em rede para levar inovações ao mercado

agosto 18th, 2010 by equipepec

.

Imagem de Amostra do You Tube

.

A tendência no mundo organizacional é se tornar cada vez menos hierárquico e cada vez mais em rede. Grandes empresas já descobriram esta nova forma de gestão, os fornecedores começam a valorizar o seu capital de relacionamento e os consumidores são mais rapidamente atendidos em suas demandas. No meio de tudo isso, a existência de um elo agregador, que facilite a junção entre as pontas de um negócio, acelera o processo delicado de transferência de uma tecnologia até o mercado.

Com o princípio de facilitar a interação entre tecnologia e mercado, o Polo de Excelência do Café, assim como os demais polos de excelência em todo o Estado, apoiam o nascimento da Empresa Teia, primeira empresa brasileira 100% em rede. Nesta segunda-feira (16), os sócios da Célula São Paulo fizeram uma visita ao Polo de Excelência do Café (PEC/Café) para uma reunião aberta e transmitida ao vivo pela plataforma virtual da empresa, para acesso de possíveis fornecedores, gestores de células ou sócios.

Complicado? Bastante no princípio, a confusão de todo este processo aos poucos vai fazendo sentido. As dúvidas surgem porque vivemos um momento de ruptura, em que o fenômeno “rede” é um assunto estudado pela academia ao mesmo tempo em que é vivenciado, de forma veloz, pelo mercado. 

A iniciativa se originou do caso de sucesso do projeto TEIA MG, que facilitou o desenvolvimento de tecnologias da informação e novos ambientes de inovação para uma maior inserção do Estado de Minas na economia do conhecimento. De projeto passou à realidade, com o desafio de inserir na malha distribuída de relacionamentos uma dinâmica de negócios com benefícios para todos os grupos que a compõem, por meio de uma infraestrutura comum de suporte e uma lista de possíveis serviços.

Em sua base, esta malha é formada pelos polos de excelência e inovação, que poderão compartilhar um novo canal de comunicação em seus já consolidados ambientes virtuais de interação com seus públicos de referência. Isso significa dizer que o blog do PEC/Café poderá disponibilizar novas janelas de interação não apenas entre os polos, mas, se abrir para novas formas de parceria com o mercado, elo que o Polo objetiva aproximar das tecnologias e inovações que são geradas para o sistema agroindustrial do café.

Ainda em fase de implantação, o Polo de Excelência do Café enxerga nesta iniciativa a possibilidade de somar mais um espaço de compartilhamento, visando a interação de novos agentes e o desenvolvimento de modelos de negócios para auxiliar a entrada no mercado das tecnologias geradas para fortalecer o setor. Seria o passo desejado para atingir o cliente para uma nova tecnologia ou novos parcerios para o seu desenvolvimento, mantendo cada elo da rede com suas competências essenciais. Ou seja, a Empresa Teia chega com a proposta de ajudar os diferentes elos que compõem a rede em interações que poderão resultar em bons negócios, transformando, efetivamente, idéias em soluções.

Ainda nesta semana (16 a 19 de agosto) outros encontros serão realizados: em Juiz de Fora (Polo de Excelência Leite), em Viçosa (Polo de Excelência em Floresta), em Belo Horizonte (Polos de Inovação) e Uberaba (Polo de Excelência em Genática Bovina).

Para acessar a Empresa Teia -  Clique AQUI

 

Polo de Excelência do Café

http://excelenciacafe.simi.org.br/

Doenças e pós-colheita do café são temas debatidos em encontro de extensionistas da Emater Sul de Minas

agosto 17th, 2010 by equipepec

 . 

.

.

Mercado, pesquisa e extensão. Esta combinação tem ajudado na expansão de treinamentos de multiplicadores sobre novas tecnologias para o aperfeiçoamento do sistema produtivo do café. Nos dias 12 e 13 de agosto, 50 técnicos da Emater do Sul de Minas participaram de treinamento no setor de cafeicultura da Universidade Federal de Lavras, com o apoio da empresa Basf. Na avaliação do gerente executivo do Polo de Excelência do Café (PEC/Café), Edinaldo José Abrahão, encontros que aliam ensino, pesquisa e extensão, ainda com o aporte de empresas representativas do mercado, configura-se como metodologia dialógica, não somente para levar informações (transferência de tecnologia), mas, sobretudo, para a identificação de necessidades de novas pesquisas aplicadas e para o desenvolvimento de inovações.

O encontro contou com duas referências em ensino e pesquisa cafeeira. Edson Ampélio Pozza, professor do Departamento de Fitopatologia, apresentou itens de boas práticas consideradas prioritárias no manejo de doenças do cafeeiro. Flávio Meira Borém, professor do Departamento de Engenharia Agrícola proporcionou uma atualização em tecnologia pós-colheita, com destaque para o processamento do café descascado, valorizado pelo mercado de cafés de qualidade.

Recomendação individualizada

Em sua apresentação, professor Pozza destacou a influência do manejo do cafeeiro nos níveis de doenças, com orientações para tomadas de decisões que favorecem a manutenção das lavouras em níveis mais saudáveis. Ele conduziu os participantes em um resgate das principais doenças, desde o alarde da Ferrugem nos anos 70, passando pela Cercóspora, Phoma, Mancha Anular, Bacteriose, com destaque para seus sintomas e controles. Lembrou, por exemplo, que as aplicações de fungicidas para controlar a ferrugem são feitas, muitas vezes, de forma equivocada, quando deveria ser realizada na parte inferior das folhas, onde o fungo germina e penetra. Esta deficiência também serve como sugestão de pesquisa para uma maior praticidade dos implementos de aplicação. Também destacou que o conjunto de medidas indicado para se ter um equilíbrio sanitário da lavoura deve ser específico para cada talhão.

Em meio à discussão de uma série de fatores que influenciam na proliferação de doenças, Pozza lançou um questionamento para ser desvendado pela pesquisa, que surgiu da própria demanda dos técnicos. Refere-se à dúvida sobre qual nível de Cálcio (Ca) e Potássio (K) deve ser disponibilizado ao solo para se atingir o nível adequado nas folhas. Essa dúvida surgiu em meio à discussão sobre a importância do Ca e K na resistência ao ataque da Cercóspora que, por sua vez, causa desfolha nas plantas e atrapalha a qualidade final da bebida.

Mercado diferenciado

Pelas afirmações do professor Borém, o principal desafio dos extensionistas está justamente em mudar o conceito de qualidade na mentalidade dos cafeicultores. Muitas vezes, a redução de defeitos físicos e defeitos de bebida não representam aumentos significativos dos custos de produção. O segredo da qualidade uniforme, segundo o professor, está ainda na lavoura, quando deverá ser feita a estratificação e a agregação de lotes semelhantes visando a colheitas mais uniformes. Lembrou que sabor e aroma são atributos que dependem da interação entre genótipo e ambiente, com grande valorização dos atributos de qualidade potenciais em cafés de alta altitude.  

Apontou o café riado e o fermentado como problemas que devem ser sistematicamente evitados, por meio da redução das condições que favorecem tais defeitos, como alta umidade, ausência de oxigênio e presença de microorganismos. Destacou que quanto mais rápido for retirada a umidade do café, menos risco haverá de fermentação, sendo que em regiões de alta umidade é aconselhável o processamento via Cereja Descascado (CD). Do ponto de vista econômico, Borém argumenta que mesmo em anos de baixa valorização do café CD, o seu processamento é compensado pela redução dos custos e do tempo de secagem, otimizando a infra-estrutura de terreiro e secador.

Além do cereja, o professor tem resultados de pesquisa e relatos práticos que incentivam também o descascamento do café verde, que ganha um novo status de qualidade. Para o café verde natural, a recomendação clássica de secar em camadas grossas deve ser abolida. A secagem deve, pelo contrário, iniciar em camadas finas, quase grão a grão, até começar a ficar marrom (cor de folha seca), quando, então, deve ser juntado em leiras para secar lentamente. “Cuidados simples, de acordo com a realidade de cada produtor, pode significar grandes diferenças na qualidade do café”, ressalta Borém.     

 

Polo de Excelência do Café 

http://excelenciacafe.simi.org.br 

 

Sul de Minas terá projeto integrado de difusão e transferência de tecnologias cafeeiras

agosto 12th, 2010 by equipepec

.

 

A difusão e a transferência de tecnologias continuam como um desafio que exige a participação de todos os setores do sistema agroindustrial do café. Especificamente para a cafeicultura do Sul de Minas Gerais, projeto aprovado pelo Consórcio de Pesquisa e Desenvolvimento do Café (CBP&D), cujo programa de pesquisa é coordenado pela Embrapa Café, prevê o desenvolvimento e avaliação de ferramentas de comunicação rural que cheguem efetivamente ao público de referência. Para isto, as instituições que participam do projeto: Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) - coordenadora, Universidade Federal de Lavras (UFLA), Instituto Agronômico de Campinas (IAC) e Emater/MG, apostam na integração entre modelos de divulgação em eventos presenciais, aliado a divulgação por meio de mídia de massa (rádio e TV) e por meio de redes sociais (Peabirus).      

A ideia é evitar que o conhecimento permaneça restrito aos departamentos acadêmicos ou institutos científicos, diminuindo a distância entre ensino, pesquisa e extensão. O projeto propõe o emprego integrado e articulado das distintas ferramentas de comunicação, com o objetivo de estabelecer canais de comunicação com os cafeicultores, que servirão tanto para a ampliação da difusão e transferência da tecnologia gerada pela academia, como para orientar novos projetos de pesquisa alinhados às prospecção de demandas.

Um exemplo desta articulação é que um dia de campo organizado pela Epamig poderá ser divulgado nos canais de comunicação parceiros do projeto, como a TV UFLA, a Rádio UFLA, a Comunidade Manejo do Peabirus e o blog do Polo de Excelência do Café (PEC/Café). O conteúdo publicado em qualquer desses veículos poderá ser retransmitido de modo a atingir um público maior, aproveitando as estruturas e processos de comunicação já existentes. Nesse contexto, os diferentes tipos de mídia constituem importante instrumento de divulgação das tecnologias, contribuindo para a popularização da ciência de forma dialógica.

A diferença é que o conteúdo é articulado de forma a divulgar e transferir as tecnologias que forem relevantes para o setor, sendo periodicamente prospectada novas demandas e redirecionada as ações para sua maior eficiência. Está previsto no projeto o acompanhamento de ações de difusão e transferência de tecnologia para avaliação de seu impacto, durante os quatro anos em que o projeto será desenvolvido. Espera-se, ao final deste período, apontar quais são os modelos mais adequados para fazer chegar novas tecnologias ao campo.

De acordo com Rubens José Guimarães, professor de cafeicultura da UFLA e coordenador técnico do PEC/Café, este projeto vai ao encontro da proposta de integração entre instituições e competências para a resolução de gargalos enfrentados pelo setor cafeeiro. Ele ressalta a importância de projetos colaborativos que promovam a aproximação entre academia, o setor de extensão e o setor produtivo. “A comunicação integrada será uma ponte importante neste processo”, avalia.

 

Polo de Excelência do Café 

 http://excelenciacafe.simi.org.br/

Polo de Excelência do Café: construção coletiva de inovações cafeeiras

agosto 10th, 2010 by equipepec

.

A inovação é o foco de um mundo em evolução, em que prevalecem complexas relações entre a esfera acadêmica, empresarial e governamental, bem como as transformações internas que cada uma delas experimenta. A velocidade tecnológica desafia as organizações a adotarem novas posturas estratégicas e a conceberem formas diversificadas de buscar por conhecimento e competências complementares visando à criação de oportunidades de mercado. Esta integração é ainda mais importante quando aplicada em uma atividade de relevância econômica e social para o país, possibilitando o incentivo à inovação e à busca pela excelência no sistema agroindustrial do café.

Reforça-se, desta forma, o papel do Polo de Excelência do Café (PEC/Café) como um agente articulador de competências em torno de demandas centrais em uma rede de inovação aberta. Neste emaranhado de relacionamentos, percebe-se que a existência de fluxos de comunicação serve como vínculos entre os setores e agentes, promovendo a sinergia necessária para a unicidade de objetivos e a complementaridade de visões. É na diversidade desses atores que está a diferença da inovação no contexto contemporâneo, ou seja, na possibilidade de reunir diferentes ativos, recursos e posições para obter resultados que sejam diferenciados.

Neste sentido, o PEC/Café convida para o uso de uma nova lente para compreender a gestão da relação entre diferentes setores. Trata-se de uma mudança de paradigma, que promove transformações em todos os elos da cadeia, exigindo investimentos integrados em ciência, tecnologia e inovação. Vale-se da idéia de que ciência e mercado são partes de um processo criativo, em que as descobertas científicas e as mudanças do mercado se influenciam mutuamente, continuamente e de maneira cíclica.

O desafio do PEC/Café é justamente o de oferecer o aporte e o espaço profícuo para a geração de novas combinações, cujo resultado desta agregação seja revertido em produtos e serviços melhores do que pela ação isolada de seus atores e que tragam efetivamente o desenvolvimento desejado pelo setor. O PEC/Café oferece este espaço de articulação, objetivando gerar um círculo virtuoso desta plataforma de inovação.

Assim, em uma nova fase, o PEC/Café quer incentivar a existência de canais de comunicação que favoreçam o fluxo de informação entre os diferentes elos e setores. Busca-se uma dinâmica da inovação interpretada a partir desta rede de comunicação, que ajude a remodelar os arranjos institucionais a partir das demandas que vão surgindo.

 

E você? Qual é o seu papel dentro deste desafio? Exponha suas idéias, demande soluções para seus problemas, reivindique as articulações necessárias para que a inovação imaginada aconteça em seu setor. Venha fazer parte deste espaço dedicado ao compartilhamento e à construção coletiva de inovações cafeeiras. O blog do Polo de Excelência do Café está de volta. Participe, opine, questione e faça parte efetivamente desta rede.

 

 

 

  

Polo de Excelência do Café 

http://excelenciacafe.simi.org.br/

 

 

Polo de Excelência do Café entra na onda do Twitter e Facebook

junho 24th, 2010 by equipepec

.

.

 

Atento às novas estratégias de comunicação, o Polo de Excelência do Café amplia o dialogo com seu público de referencia e entra na onda do Twitter e do Facebook. Ampliar a inserção em redes sociais faz parte dos objetivos do PEC/Café, para facilitar o compartilhamento de informações, conhecimento e idéias entre usuários e conseguir agregar novos parceiros com identidades semelhantes. O Twitter é a segunda maior rede social, com cerca de 100 milhões de usuários, atrás apenas do Facebook, com mais de 400 milhões de usuários. Com a idéia de mensagens curtas de até 140 caracteres, agora será a vez do PEC/Café ganhar ainda mais instantaneidade em busca de novos seguidores.

O PEC/Café já tem experiência em redes sociais ao ter criado em agosto de 2009 uma comunidade no portal do Sistema Mineiro de Inovação – SIMI http://www.simi.org.br/comunidade/exibir/1828 e também ao encaminhar periodicamente as notícias veiculadas em seu Blog http://excelenciacafe.simi.org.br/ para a Comunidade Manejo da Lavoura Cafeeira do Peabirus.

De acordo com Edinaldo José Abrahão, coordenador do PEC/Café, as redes sociais são capazes de diminuir as barreiras à inovação: “Temos buscado novas formas de comunicação no sentido ampliar a articulação entre os parceiros, além de tornar mais transparentes todas as ações”, destaca, lembrando que a idéia do Polo combina com a liberdade das redes sociais, como um espaço democrático e aberto a todos os interessados.

O Professor Rubens José Guimarães lembra que o setor cafeeiro vem incorporando as redes sociais no seu dia a dia. “O fortalecimento da comunidade Manejo da Lavoura Cafeeira, que completou recentemente um milhão de acessos, é o melhor exemplo de que a cafeicultura vem adotando essas ferramentas de comunicação inovadoras. Seguimos essa trajetória aproximando a academia dos produtores, socializando o conhecimento e prospectando demandas”, destaca o professor.  

Em apenas quatro anos, o Twitter já provocou transformações na política (com forte impacto nas eleições americanas), nos negócios e nas formas como as pessoas expressam suas opiniões. Para os segmentos onde o foco é o café, a entrada do PEC/Café no Twitter pretende ser um novo canal de difusão de idéias, projetos e inovações.   

 

No Twitter o perfil é encontrado no endereço http://twitter.com/polodocafe e no Facebook o grupo recém criado está hospedado em http://vai.la/LdZ.

 

Polo de Excelência do Café    

http://excelenciacafe.simi.org.br/