Polo de Excelência do Café entra na onda do Twitter e Facebook

junho 24th, 2010 by equipepec

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Atento às novas estratégias de comunicação, o Polo de Excelência do Café amplia o dialogo com seu público de referencia e entra na onda do Twitter e do Facebook. Ampliar a inserção em redes sociais faz parte dos objetivos do PEC/Café, para facilitar o compartilhamento de informações, conhecimento e idéias entre usuários e conseguir agregar novos parceiros com identidades semelhantes. O Twitter é a segunda maior rede social, com cerca de 100 milhões de usuários, atrás apenas do Facebook, com mais de 400 milhões de usuários. Com a idéia de mensagens curtas de até 140 caracteres, agora será a vez do PEC/Café ganhar ainda mais instantaneidade em busca de novos seguidores.

O PEC/Café já tem experiência em redes sociais ao ter criado em agosto de 2009 uma comunidade no portal do Sistema Mineiro de Inovação – SIMI http://www.simi.org.br/comunidade/exibir/1828 e também ao encaminhar periodicamente as notícias veiculadas em seu Blog http://excelenciacafe.simi.org.br/ para a Comunidade Manejo da Lavoura Cafeeira do Peabirus.

De acordo com Edinaldo José Abrahão, coordenador do PEC/Café, as redes sociais são capazes de diminuir as barreiras à inovação: “Temos buscado novas formas de comunicação no sentido ampliar a articulação entre os parceiros, além de tornar mais transparentes todas as ações”, destaca, lembrando que a idéia do Polo combina com a liberdade das redes sociais, como um espaço democrático e aberto a todos os interessados.

O Professor Rubens José Guimarães lembra que o setor cafeeiro vem incorporando as redes sociais no seu dia a dia. “O fortalecimento da comunidade Manejo da Lavoura Cafeeira, que completou recentemente um milhão de acessos, é o melhor exemplo de que a cafeicultura vem adotando essas ferramentas de comunicação inovadoras. Seguimos essa trajetória aproximando a academia dos produtores, socializando o conhecimento e prospectando demandas”, destaca o professor.  

Em apenas quatro anos, o Twitter já provocou transformações na política (com forte impacto nas eleições americanas), nos negócios e nas formas como as pessoas expressam suas opiniões. Para os segmentos onde o foco é o café, a entrada do PEC/Café no Twitter pretende ser um novo canal de difusão de idéias, projetos e inovações.   

 

No Twitter o perfil é encontrado no endereço http://twitter.com/polodocafe e no Facebook o grupo recém criado está hospedado em http://vai.la/LdZ.

 

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Vital Nogueira: revolucionando a mecanização nas montanhas de Minas

junho 21st, 2010 by equipepec

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Quando se aposentou pelo Instituto Brasileiro do Café (IBC), o engenheiro agrônomo Vital Nogueira manteve sua grande paixão: a mecânica de máquinas agrícolas. O resultado desta iniciativa inovadora pode ser comprovado na EXPOCAFÈ 2010, evento que Vital participa deste a primeira edição, há 13 anos. O difícil é manter a entrevista ininterrupta em seu estande na maior feira de difusão de tecnologias e máquinas do agronegócio café, já que o inventor é frequentemente requisitado para um abraço de amigos ou para receber elogios de seus clientes.

Da turma de 1962 da Universidade Federal de Lavras (UFLA), Vital desde muito jovem demonstrava interesse por mecânica e foi naturalmente que se tornou um autodidata no assunto. Num galpão no fundo de casa, passava o tempo desenvolvendo modelos de equipamentos mais práticos para a cafeicultura. O primeiro resultado deste hobby foi um lavador de café que logo encontrou comprador. Com o dinheiro da primeira venda, comprou matéria prima para fabricar mais dois. Em pouco tempo, estava vendendo 60 lavadores em um ano, com demanda crescente e novas idéias borbulhando em sua cabeça. A cada nova safra, quando a fábrica se dedica apenas à manutenção das máquinas, certamente surgem idéias para inovações incrementais.

Desta forma foram surgindo novos produtos, sempre de olho nas demandas regionais. Lançou a abanadeira de café e mais tarde, em 2000, a derriçadeira de café que se tornou um sucesso de vendas. Prática e de simples operação, já são mais de 350 derriçadeiras no campo. Com a evolução dos negócios, construiu nova fábrica e contratou mais funcionários, que hoje somam 20 em sua equipe. Para este ano, a novidade foi o lançamento da colheitadeira automotriz, adaptada às condições do Sul de Minas, com acesso a terrenos com até 30% de declividade. Ao todo já são 12 máquinas no campo em operação nesta colheita.

Com perfil empreendedor, o desenvolvimento de novos produtos acompanha a saturação do mercado. Hoje já são 2000 lavadores e mais de 750 abanadeiras com a sua marca em propriedades cafeeiras que extrapolaram os limites do Estado. Atento às tendências do mercado, Vital reconhece que a mecanização será um passo fundamental para a sustentabilidade da atividade cafeeira. Entender de café e dos detalhes do processo produtivo parece ser um grande diferencial deste artesão de máquinas, que ao contrário das grandes empresas, chega a recusar novos pedidos para se dedicar ao desenvolvimento de máquinas personalizadas para diferentes condições de campo.

Movido por inovação, Vital segue inventando máquinas que atendam às condições dos cafeicultores, seja nas montanhas sulmineiras ou no Cerrado. Atualmente, está com cinco protótipos de uma nova colheitadeira automotriz, onde testa materiais e mecanismos para facilitar ainda mais a operação de colheita. Quando perguntado sobre a velocidade da mecanização e a sua crescente necessidade, Vital calmamente a descreve como quem sempre acompanhou a evolução do mercado: “o crescimento da mecanização não é surpresa. O investimento se paga com o próprio trabalho da máquina. O custo de colheita mecanizada chega a ser 10% do custo da colheita manual. Além do custo, o benefício está na eficiência e rapidez de todo o processo. Hoje, quem pensar em produzir café tem que pensar em mecanizar, sobretudo, a colheita”, completa o inventor apaixonado por levar tecnologia às lavouras cafeeiras.

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 Acompanhe a demonstração:

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INOVAÇÃO: Olho Digital do Café é lançado durante a EXPOCAFÉ

junho 18th, 2010 by equipepec

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O conhecimento em sistemas tecnológicos aliado ao desenvolvimento de negócios inovadores resultou na criação do OLHO DIGITAL DO CAFÉ, sistema computacional automatizado que promete revolucionar o processo de classificação física dos grãos de café. Considerada uma etapa importante da comercialização, a classificação física influencia diretamente na precificação do café, apontando o tipo e o padrão de qualidade dos grãos. O processo de classificação automatizado visa tornar as análises mais rápidas, precisas e confiáveis, com relatórios e laudos que podem ser emitidos tanto locais quanto via Internet.

É a tecnologia aplicada ao agronegócio. Este é o foco do sistema desenvolvido pelo pesquisador da Universidade Federal de Lavras (UFLA), Igor Chalfoun, cujo projeto teve o apoio financeiro da Fundação de Amparo a Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), por meio do Polo de Excelência do Café. O projeto tem a coordenação do professor do Departamento de Administração da UFLA, Joel Yutaka Sugano. O Olho Digital do Café já é um processo patenteado e deverá estar no mercado no segundo semestre de 2010, com potencial de se tornar um novo padrão no mercado. Algumas cooperativas já sinalizaram interesse em testar o sistema, assim como entidades de classes, associações e mesmo produtores individuais. 

A idéia é facilitar o processo, reduzindo o tempo de classificação para cerca de dois minutos por amostra. O Olho Digital do Café atende com confiança as exigências das classificações físicas contidas na Instrução Normativa nº 8 do Ministério da Agricultura, que rege a classificação do café. A análise é realizada por meio de fotometria, onde cada grão é classificado individualmente, reunindo informações quanto a cor, forma, textura e topologia, em duas faces, para posterior sumarização de toda a amostra.

Segundo o idealizador, outra vantagem do sistema está na mobilidade, pois, além da automamatização das análises, disponibiliza imediantamente os laudos e relatórios de classificação, podendo ser incluindo qualquer informação de rastreabilidade do lote que a amostra pertence, bem como inserir o resultado da análise sensorial da bebida. Profissional da área de computação, Igor Chalfoun reconhece que o desenvolvimento do sistema só foi possível com a junção de competências de diferentes áreas do conhecimento e o apoio do governo para o desnevolvimento de inovações em áreas estratégicas para o Estado.

 

Acompanhe a entrevista com Igor Chalfoun:

        

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EXPOCAFÉ: tem início a maior feira de tecnologia da cafeicultura

junho 17th, 2010 by equipepec

 

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Ao som da Orquestra Municipal Experimental Oswaldo Tiso e com a presença do governador do Estado de Minas Gerais, Antonio Anastasia, aconteceu nesta quarta-feira (16) a abertura da 13ª edição da EXPOCAFÉ, realizada na Fazenda Experimental da EPAMIG, em Três Pontas (MG), com a participação de cafeicultores e profissionais ligados ao setor.  Participaram da cerimônia o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SEAPA), Gilman Viana Rodrigues, o presidente da EPAMIG, Baldonedo Arthur Napoleão, o reitor em exercício da Universidade Federal de Lavras, Elias Tadeu Fialho, além de lideranças políticas representativas do setor.  

Na oportunidade, o presidente da EPAMIG, instituição organizadora do evento, apresentou um projeto para a construção do Parque Tecnológico do Café, na Fazenda Experimental, para disponibilizar estrutura definitiva para a realização da EXPOCAFÈ e de outros eventos agropecuários. Projeto que já na cerimônia foi apoiado pelo secretário Gilman Viana, que aproveitou para salientar outras ações do governo de Minas para o fortalecimento da cafeicultura, sobretudo, respaldadas na promoção e difusão do conhecimento. Em suas palavras, destacou a ação do Polo de Excelência do Café, comparando-o a uma fábrica de inovação que sinaliza as competências para a busca de soluções tecnológicas.

Com discurso enfático em defesa da cafeicultura, o governador Anastasia fez referências à história do café no Brasil, destacando as crises cíclicas do setor, justificadas por ele, pela falta de uma verdadeira política nacional do café. Durante o seu discurso, Anastasia foi presenteado e fez referências ao livro “Café arábica: do plantio à colheita”,  lançado durante a cerimônia como marco dos 35 anos de pesquisa da EPAMIG. A obra editada pelos pesquisadores Paulo Rebelles e Rodrigo Luz da Cunha, com a participação efetiva de 35 pesquisadores ligados ao Programa Cafeicultura, conta com 14 capítulos, em 896 páginas.

Nas palavras de Paulo Rebelles, a publicação apresenta etapas importantes no manejo da cultura, atualizando informações de conteúdo técnico e abrangente, visando o cultivo racional por meio de tecnologias disponíveis que possibilitam uma produtividade com qualidade e sustentabilidade. “As informações aqui apresentadas fazem parte da comemoração dos 35 anos de pesquisa da EPAMIG e, sem dúvida, são importantes para dar continuidade ao desenvolvimento da cafeicultura de Minas Gerais e demais Estados produtores do País”, completa Baldonedo Napoleão.

Durante a solenidade, a prefeita de Três Pontas, Lucina Ferreira Mendonça, entregou uma placa de honra ao mérito ao professor Nilson Antônio Salvador, idealizador da EXPOCAFÉ, pelo valoroso trabalhado a frente da equipe que a transformou no maior evento de transferência de tecnologia cafeeira, em 12 edições anteriores.    

 

 

 

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Livro: ‘Planejamento e Gestão da Propriedade Cafeeira’ é lançado na EXPOCAFÉ

junho 17th, 2010 by equipepec

 

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Nesta quinta-feira (17), a programação da EXPOCAFÉ contou com o lançamento do livro “Planejamento e Gestão da Propriedade Cafeeira”, esperada obra que permitirá ao cafeicultor compreender como conduzir a lavoura em tempos modernos, em que o conhecimento e o planejamento fazem muita diferença para o sucesso do processo produtivo. Os autores: Ricardo de Souza Sette, José Geraldo de Andrade e José Eduardo Reis Leão Teixeira conseguiram reunir informações sobre como administrar as empresas do agronegócio, esclarecendo com embasamento teórico e exemplos práticos os modelos de gestão e planejamentos financeiros e de produção. O objetivo é justamente orientar os cafeicultores a aplicar os processos essenciais de administração, incluindo interpretar custos de produção, identificar as tecnologias que geram mais resultados e os níveis de produtividade que garantem a viabilidade econômica da atividade.

Com linguagem simples e objetiva, o livro ressalta a importância do planejamento e de instrumentos de gestão para a condução de propriedades cafeeiras. O texto aborda assuntos relevantes do dia-a-dia da atividade, mostrando o contexto das organizações rurais e os fatores determinantes na tomada de decisões. No decorrer da leitura, o leitor é convidado a um exercício de planejamento, enfatizando os aspectos estratégicos, gerenciais e operacionais, com exemplo de planejamento físico e financeiro em uma propriedade cafeeira, destacando os cuidados prioritários para a sua elaboração.

O livro traz ainda informações sobre a organização da propriedade quanto à estruturação de pessoal, de máquinas e equipamentos, a padronização de processos, a estruturação de cronogramas de atividades a importância da liderança e o desenvolvimento de sistemas de controle. Para finalizar, apresenta ações corretivas necessárias para garantir a realização dos objetivos do cafeicultor, sempre voltado para uma vertente empresarial.

A 13ª edição da EXPOCAFÉ, maior evento de transferência de tecnologia cafeeira, é realizada na Fazenda Experimental da EPAMIG, em Três Pontas, Sul de Minas. A programação segue até sexta-feira (18), das 8 às 18 horas.

 

Informações para compra:

Editora UFLA editora@editora.ufla.br

(35) 38291532

 

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Simpósio de Mecanização da Lavoura Cafeeira abre programação da Expocafé

junho 15th, 2010 by equipepec

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Seguindo o propósito inovador da Expocafé, a 13ª edição da maior feira tecnológica da cafeicultura abre sua programação com a realização do Simpósio de Mecanização da Lavoura Cafeeira, nesta terça-feira (15), na Fazenda Experimental da EPAMIG, em Três Pontas (MG). Mais de 200 participantes, entre pesquisadores, técnicos, consultores e produtores debateram o tema que consolidou a Expocafé como importante evento de difusão tecnológica do setor: a mecanização e as mudanças no processo produtivo do café. A EXPOCAFÈ segue até sexta-feira, das 8h às 18h. A solenidade oficial de abertura acontece nesta quarta-feira (16), às 18 horas.  

Coordenado pelo professor da Universidade Federal de Lavras (UFLA), Fabio Moreira da Silva e pelo chefe da Unidade Regional da Epamig Sul de Minas, Gladyston Carvalho, o Simpósio reuniu um grupo de palestrantes para repassar informações científicas e práticas, selecionadas principalmente a partir dos gargalos enfrentados pelo setor. Do plantio mecanizado ao manejo de podas da lavoura cafeeira, dimensionamento da lavoura ao processo da colheita e levantamento do café do chão, da manutenção de máquinas à cafeicultura de precisão, o participante do Simpósio pode perceber que a mecanização da lavoura cafeeira exige planejamento. Durante as apresentações, os participantes foram consultados sobre os temas que eles gostariam que fossem abordados no seminário do próximo ano.

Entre os palestrantes: José Eustáquio Soier (consultor), Hélio Casale (consultor) Gladyston Carvalho (EPAMIG); Flávio Castro da Silva (doutorando/UFLA), Ezequiel de Oliveira (consultor/CEIFA); Fabio Moreira da Silva (UFLA), Alencar Pedroso (consultor/APEP), Gabriel Ferraz (UFLA), Eric Miranda Abreu (eng. agrônomo/cafeicultor) Juliano Araújo (consultor), Roberto Felicori (Cocatrel) e José Carlos Grossi (eng. agrônomo/cafeicultor).

Mecanização no Sul de Minas

É consenso entre o setor produtivo que o principal problema da cafeicultura de montanha está no custo da colheita manual, já que a mão-de-obra representa cerca de 30 a 40% do custo total de produção. Somente o Sul de Minas tem um parque cafeeiro em produção da ordem de 500 mil hectares, responsável por 25 % da produção nacional. Para tanto, são empregados somente no período de colheita aproximadamente 300 mil trabalhadores temporários. Segundo estudos da UFLA, para se colher uma lavoura com produtividade média de 30 sacas/ha de café beneficiado o volume de café em coco a ser colhido é de 240 medidas/ha, o que requer o serviço de 48 homens/ha.

Mesmo sendo uma região por muito tempo considerada imprópria para a mecanização devido a topografia, estudo da região Sul/Sudoeste de Minas obteve a altimetria e o mapa temático de declividade, por meio de geoprocessamento, sendo recomendado para as etapas de mecanização declividade de até 20% (operações por meio de tratores) e, para a colheita mecanizada do café declividade de até 15%. Com esta classificação, as áreas destas regiões consideradas aptas de serem mecanizadas representam 78,1% da área em produção, com as seguintes faixas: 14,18% com declividade entre 0 a 5%, 25,64% com declividade de 5 a 10%, 23,85% com declividade entre 10 e 15% e 14,40% com declividade de 15 a 20%.

 

As palestras estarão disponíveis, na íntegra, no Cardápio de Palestras da EXPOCAFÉ, na comunidade Manejo da Lavoura Cafeeira, da rede Peabirus:

http://www.peabirus.com.br/redes/form/comunidade?id=218

 

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Júlio César de Souza: prazer em compartilhar o conhecimento com a nova geração

junho 14th, 2010 by equipepec

 

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Nesta segunda-feira (14), 26 estudantes da Universidade Federal de Lavras que participam do Núcleo de Estudos em Cafeicultura (Necaf) receberam uma aula magna sobre pragas do cafeeiro, proferida pelo pesquisador da EPAMIG, Júlio César de Souza. Com 37 anos de experiência e imbuído do espírito do compartilhamento do conhecimento, Júlio César chamou a atenção dos jovens não apenas pelas informações repassadas, mas também pelo entusiasmo de quem ama a profissão e tem o prazer de contribuir para a disseminação de tecnologia para a cafeicultura.

 

Acompanhe a entrevista…

 

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Vídeo-convite para EXPOCAFÉ 2010

junho 13th, 2010 by equipepec
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Cafeicultura: as diferenças entre Brasil e México

junho 10th, 2010 by equipepec

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Com uma produção média de quatro milhões de sacas de café, predominantemente de base familiar e no sistema sombreado, a cafeicultura do México tem muitas diferenças quando comparada à brasileira. Em visita ao Brasil, Miguel Angel Rodríguez, gerente de produção de uma grande propriedade no México, da Neumann Kaffee Gruppe (NKG), líder mundial em comercialização de café (Alemanha), fez questão de conhecer o setor de cafeicultura da Universidade Federal de Lavras (UFLA), com uma parada para um café no Polo de Excelência do Café (PEC/Café). A visita foi uma sugestão de Joaquim Aguilar Paiva, gerente de produção do grupo NKG no Brasil, na Fazenda da Lagoa, em Santo Antônio do Amparo.

Para acompanhar o café, uma boa conversa sobre as diferenças entre as duas cafeiculturas. Um dos pontos que de início chamou a atenção de Miguel Angel foi a grandiosidade do programa de pesquisa desenvolvido pela UFLA, apresentado pelo professor de cafeicultura Rubens José Guimarães, e pelas ações de agregação de competências descritas pelo gerente do PEC/Café, Edinaldo José Abrahão. Nas palavras do profissional mexicano, não existe por lá uma rede de apoio à cafeicultura, havendo somente a observação empírica, baixa adoção de tecnologia validada e muitas dúvidas dos produtores.

Na fazenda La Puebla, a primeira do grupo NKG adquirida há 15 anos, com 1300 hectares, a cultivar predominante é o Catuaí vermelho. A densidade de plantio é de 3300 plantas, no espaçamento 2 X 1,5 m. A cada sete anos, realizam uma poda tipo recepa, agora com a adoção em teste de um modelo adotado no Quênia e na Costa Rica (surpreendentemente, uma operação manual de deixar apenas as hates de um lado do cafeeiro). O sistema de cultivo é sombreado com espécies nativas e Ingá, com um espaçamento aproximado de 15m X 15m.

A colheita é manual e seletiva, com três a quatro passagens por planta. A grande diferença está na oferta e custo de mão-de-obra. Na fazenda mexicana, são cerca de mil trabalhadores permanentes e este quadro sobe para dois mil trabalhadores em época de colheita (outubro a fevereiro). Para alimentar toda esta gente, a fazenda mexicana mantém duas fábricas de tortilhas (prato típico a base de milho). Na colheita, são gastos duas toneladas de tortilhas por dia, algo em torno de 1 kg/trabalhador, acompanhado de outras misturas, como feijão, ovo, carne ou macarrão, tudo com muita pimenta, em três refeições diárias.

Mas a grande diferença está no salário pago aos trabalhadores. Enquanto no México gira em torno de seis dólares por dia, no Brasil, este custo é três vezes maior, em média 18 dólares. (Na Uganda o custo do cada trabalhador é de apenas dois dólares). Na fazenda do grupo no Brasil, são 200 trabalhadores permanentes para cerca de mil hectares, 21 tratores e duas colhedeiras. Ao todo são 550 ha de lavouras mecanizadas, com ampla diversidade de cultivares: Catuaí, Mundo Novo, Catucaí, Acaiá, Topázio, Obatã, Icatu e Bourbon. Na fazenda mexicana, há apenas dois tratores.  

Outra diferença de cultivo que impressionou Miguel Angel foi o sistema de pulverização para controle fitossanitário adotado na fazenda brasileira. Nas lavouras adultas mexicanas não é realizado nenhum controle químico, mantendo-se uma produtividade média de 15 a 20 sacas ha. A dificuldade apontada por ele refere-se a falta de pesquisa científica e de apoio tecnológico para otimizar as lavouras. Ressalva-se que com baixo custo de mão-de-obra a atividade continua como bom negócio para os grandes produtores, que desempenham importante papel social na geração de renda e emprego no campo, semelhante ao Brasil. Porém, destaca que os produtores familiares mexicanos também estão em crise, descapitalizados, desarticulados e sem apoio institucional.

Tendo a ausência de pesquisa como principal gargalo tecnológico, enquanto representa um dos principais diferenciais competitivos do Brasil, em nome do PEC/Café, Abrahão sugeriu uma parceria de cooperação entre Brasil e México, para a instalação de experimentos voltados para encontrar variedades que mais se adaptam às condições mexicanas, referências de espaçamentos e os níveis de adubação mais adequados. Em troca, os pesquisadores brasileiros poderiam aprofundar o conhecimento sobre a o sistema de cultivo sombreado e outras práticas mexicanas.      

 

 

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Presidente da EMATER-MG visita o Pólo de Excelência do Café para conhecer os projetos de inovação em andamento

junho 8th, 2010 by equipepec

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Nesta segunda-feira (7), o presidente da EMATER-MG, Antônio Lima Bandeira, participou de uma reunião na Universidade Federal de Lavras (UFLA) para conhecer os projetos que vem sendo desenvolvidos pelas instituições parceiras do Polo de Excelência do Café (PEC/Café). Com a participação dos gerentes e coordenadores regionais da EMATER no Sul de Minas, foram apresentados diversos projetos de inovação para o setor cafeeiro, ressaltando, a necessidade de uma parceria institucional com a EMATER para o sucesso dos mesmos.

Dentre os projetos apresentados: Articulação Virtual do Café (Sergio Parreiras Pereira - IAC); Bureau de Informação e Desenvolvimento do Café (Luis Gonzaga de Castro Júnior - UFLA); Biofábrica do Agente Bioprotetor Cladosporium – o Fungo do bem (Sara Chalfoum- EPAMIG); Sistemas de Apoio à Decisão para Diagnose e Controle de Doenças de Plantas (Edson Pozza/Leandro- UFLA) e Mapeamento de Nematóide na Cafeicultura Mineira (Sônia Maria de Lima Salgado/EPAMIG). Antônio Bandeira demonstrou grande interesse nos projetos em desenvolvimento e ressaltou a participação da EMATER como parceiro institucional no desenvolvimento de soluções tecnológicas para a cafeicultura no Estado.

 

Entrevista exclusiva com o presidente Antônio Bandeira

 

 

 

 

 

EMATER-MG: Antônio Lima Bandeira,

um presidente com pés no chão e visão privilegiada

 

Desde fevereiro de 2010, o professor Antônio Lima Bandeira retornou à presidência da EMATER-MG, cargo que ocupou de março de 2001 a dezembro de 2002. Doutor em Economia Rural, o professor Bandeira é exemplo de profissional global e atuante em diferentes esferas institucionais. Foi reitor da Universidade Federal de Viçosa de 1992 a 1996, secretário adjunto de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), de 1999 a 2000, diretor técnico da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), em 2003, presidente da MGS Administração e Serviços de Minas Gerais S/A, em 2004, e diretor geral da Univiçosa, no período 2004 a 2008. Pela atuação na pesquisa, ensino, extensão, produção e mercado, o POLO DE EXCELÊNCIA DO CAFÉ destaca o professor Bandeira como um articulador voltado para a aproximação entre os setores, em prol de uma agricultura mais integrada e fortalecida.

 

PEC/Café: Percebe-se que a EMATER-MG está evoluindo para acompanhar as exigências do mercado e se adequar aos novos atributos de competitividade. O senhor foi presidente da EMATER-MG no início da década, entre 2001 e 2002. Quais as mudanças fundamentais o senhor destacaria neste período?

Bandeira: A atuação do atual governador, com o “choque de gestão” e por meio de programas estruturadores, permeou todas as estruturas do Estado. A EMATER-MG se beneficiou com as melhorias desta gestão e os novos direcionamentos do governo do Estado, possibilitando inovações e uma diversificação na pauta de trabalho dentro da empresa. Apesar de ser uma empresa de assistência técnica e extensão rural, também é um braço do governo, responsável por políticas públicas importantes do ponto de vista da interação com outros programas para um resultado social comum. A EMATER-MG assumiu novas responsabilidades que tornam a assistência técnica mais efetiva.

 

PEC/Café: A incorporação desses novos papéis requer alguns cuidados…

Bandeira: Sim, e a ressalva que faço é que estas novas responsabilidades devem ser muito bem dosadas. Por exemplo, a EMATER-MG aceitou a execução do programa “Minas Sem Fome”, programa extremamente importante para as camadas mais carentes da população, com aplicabilidade no meio rural, especificamente na agricultura familiar. Mas esta nova responsabilidade também traz um aumento significativo da carga de trabalho. Houve novas contratações por meio de concurso, mas não foram suficientes. Assim, embora a empresa tenha se modernizado em muitos aspectos, ela ficou engessada nessa ação inovadora de adotar um modelo de extensão mais amplo e aberto. A EMATER-MG ampliou o seu papel, até mesmo como resultado da modernização do país, da estruturação social e da própria ciência. Este novo contexto demanda adaptações.

 

PEC/Café: Mas o público de referência permanece o agricultor familiar?

Bandeira: Sim, nosso público é preferencialmente o agricultor familiar. Mas a EMATER nunca deixou de atender o médio e o grande produtor quando ocorre demanda.

 

PEC/Café: O Certifica Minas Café é um programa que tem envolvido muitos esforços da Emater e seus resultados positivos tem ampliado a procura por adesão. Quais serão as próximas ações estratégicas para aperfeiçoar a certificação?

Bandeira: O Certifica Minas Café é um programa da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SEAPA) muito importante para o Estado e, principalmente, para o produtor. O programa tem tido uma expressiva aceitação, com resistências naturais por se tratar de um programa inovador. Tenho participado de reuniões para entrega de certificados, juntamente com o secretário Gilman Viana, um entusiasta do Programa, do coordenador Bernardinho Canguçu e com o apoio do IMA (Instituto Mineiro Agropecuário), órgão precursor da certificação em Minas, desde a criação do Certicafé na década de 90. As observações que faço são no sentido das normas do Programa se adequarem ainda mais à realidade dos produtores, simplificando o seu acesso e suas rotinas. Também deve passar por uma adequação para que as informações sejam registradas em mídia eletrônica. Do ponto de vista econômico, acredito que a valorização será uma consequência natural do processo da certificação. Os resultados surgirão quando o produtor absorver os princípios da certificação no contexto ambiental, social e pela ótica do mercado consumidor, que é o juiz final de todo o processo.

 

PEC/Café: O senhor tem uma trajetória profissional interessante, que possibilitou uma visão privilegiada de todos os setores: pesquisa, extensão, governo, mercado e produção. Como o senhor avalia a relação entre pesquisa e extensão? Tem evoluído ou ainda existe muito a percorrer?

Bandeira: Melhorou muito, mas tem muito espaço para melhorar. A universidade, por exemplo, segue a um modelo que enfatiza o ensino e a pesquisa, enquanto a extensão, embora presente em todo o conteúdo conceitual, foi muito limitada, não se estendendo ao campo verdadeiramente, exceto casos específicos de programas pontuais que deram certo. A extensão não se ampliou na mesma proporção que a pesquisa se desenvolveu, sobretudo com a implantação dos programas de pós-graduação a partir do final da década de 50. A pesquisa agropecuária deslanchou com um programa nacional implementado pela Embrapa, com projeção internacional, enquanto a extensão permaneceu no plano estadual e municipal, ainda com grande deficiência de recursos. A extensão evoluiu muito, contribuiu muito, enquanto ela pode, dentro de suas limitações. Nesta trajetória, a EMATER também diversificou o seu quadro de empregados, hoje, além de agrônomos, técnicos agrícolas, veterinários e zootecnistas, há nutricionistas, engenheiro de alimentos, pedagogos e outros profissionais. A grande novidade agora é a aprovação da Lei Geral de ATER que deverá provocar avanços importantes para afirmação da política pública de assistência técnica e extensão rural nos Estados.

 

PEC/Café: Então ainda existem barreiras…

Bandeira: Sim, ainda está aquém a interação entre o sistema de extensão e o sistema de pesquisa. Existem projetos conjuntos, pesquisadores e extensionistas sentam na mesma mesa para elaboração de projetos, para buscar fontes de financiamentos. Este é o caminho para uma maior aproximação. Mas também existem muitos projetos isolados. Tenho falado que é preciso encontrar um caminho melhor para casar as necessidades e aumentar esta interação. O café é um caso particular, pois com a criação do Consórcio de Pesquisa e Desenvolvimento do Café, de cuja criação tive o privilégio de participar como Reitor da UFV, esta interação foi facilitada.

 

PEC/Café: Foi justamente com os mesmos princípios de interação que o Polo de Excelência do Café foi criado, mas ampliando a interação não apenas no setor da pesquisa, mas incentivando a aproximação com as empresas e o governo para o desenvolvimento da inovação… Aproveitando o assunto café, qual a sua visão de futuro para o setor?

 

Bandeira: O que eu acho é que está havendo um redesenho da atividade em função da evolução natural de toda a economia nacional e global. Não adianta simplesmente o produtor ficar chorando passivamente por uma maior ação do governo. Conquanto nós produtores de café sintamos a ausência de uma política pública de defesa e proteção da cafeicultura nacional, enquanto atividade de altíssima relevância para o mercado de trabalho e geração de renda, torna-se necessário compreender o que está acontecendo com a atividade cafeeira. A força motora de todo o sistema se auto-regula e se controla naturalmente como mostra a história. Hoje o produtor tem que conviver com a migração rural-urbana que reduz a oferta de mão de obra no campo e aumenta seu custo, falta de melhores condições de vida no campo, falta de atratividade para os jovens permanecerem na fazenda, oferta abundante do produto e custos elevados de insumos, leis sociais, ambientais e trabalhistas que oneram ainda mais os custos. Tudo isto leva à falta de lucratividade da atividade gerando desestímulo.  Todo este conjunto de situações conspira contra o desejo do cafeicultor que é ter mão de obra farta, barata e de alta qualidade. A oferta e a demanda globalizadas, com a existência de um mercado internacional oligapolizado, dominado por grandes tradings, tem o poder muito maior de influenciar a formação de preço do que a do setor produtivo, desarticulado. Também estamos passando por um momento de inflexão da curva climática com diferentes correntes de pensamento discutindo aquecimento X resfriamento global e prevendo inclusive efeitos redistributivistas da geografia das atividades agrícolas. Hoje, o homem tem mais capacidade de registrar, colher e analisar informações. Assim, ao longo dos próximos anos poderá ocorrer uma reestruturação de todas as atividades em função desses acontecimentos. De modo particular, pelas dificuldades que enfrento como cafeicultor na Zona da Mata, eu imagino que minha atividade no âmbito local irá sobreviver por mais um período de 10 a 15 anos. Outras regiões com aptidões tecnológicas intensivas em processos mecanizados e/ou vantagens climáticas mais amplas terão chances de sobrevivência e de crescimento. Mas o café no Brasil como um todo ainda tem muito futuro pela frente.

 

PEC/Café: O pequeno agricultor é o elo que mais sofre por estas conjunturas?

Bandeira: Mas também é o que tem mais chance de sobreviver quando comparado ao médio produtor. E, neste ponto, o papel da extensão é muito importante, com a implantação de políticas públicas voltadas para este segmento. A cafeicultura, pela densidade de uso da mão de obra, sobretudo em regiões de montanha, tem maior dificuldade de se adequar aos padrões tecnológicos e aos custos sustentáveis para se manter no mercado. Isso sem contar o sistema de juros para financiamentos que deveria ser revisto. O cafeicultor familiar terá que se reorientar dentro de novos paradigmas tecnológicos, gerenciais e negociais para tornar a exploração cafeeira sustentável e um bom negócio para a família.

 

Polo de Excelência do Café 

http://excelenciacafe.simi.org.br/