Epamig Sul de Minas debate inovação tecnológica e redes sociais

As estratégias de integração e comunicação do Polo de Excelência do Café (PEC/Café) foi um dos temas apresentados no seminário interno realizado no anfiteatro da Unidade Regional Epamig Sul de Minas, em Lavras, nesta quarta-feira (11), para pesquisadores, gerentes de fazendas experimentais e profissionais da área de comunicação. O evento, coordenado pelo Comitê Gerencial de Pesquisa da Unidade, teve como objetivo ressaltar a importância da inovação no âmbito dos institutos de pesquisa, bem como as perspectivas para a pesquisa agropecuária. 

 

De acordo com chefe de pesquisa da Unidade Regional Epamig Sul de Minas, Gladyston Rodrigues Carvalho, estes encontros demonstram uma nova visão estratégica da Epamig, que está atenta ao contexto de transformação vivenciado pela pesquisa, com foco na integração de competências e transformação do conhecimento em inovação tecnológica.

 

De acordo com a apresentação do pesquisador Adalto Ferreira Barcelos, a visão da ciência voltada para a inovação poderia ampliar a participação de projetos da Epamig em editais da Fundação de Amparo a Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig). Hoje, a maioria dos editais demonstra a ascendência de destinação de recursos à pesquisa aplicada.

 

Inovação e perspectivas

Os participantes do seminário tiveram a oportunidade de conhecer as diretrizes da Lei de Inovação (Lei n° 10.973/2004) e ações do Núcleo de Inovação Tecnológica da Universidade Federal de Lavras (Nintec-Ufla), com a explanação do professor e coordenador de propriedade intelectual, Wilson Magela Gonçalves. Segundo ele, a inovação tecnológica no ambiente institucional da pesquisa agropecuária revela mudanças importantes, como o incentivo legal para que o conhecimento gerado não fique restrito à academia, mas que seja incorporado em produtos e serviços desenvolvidos em Empresas de Base Tecnológica de Origem Acadêmica (EBTOA).

 

Para Magela, a proteção por meio de patentes favorece a transferência de tecnologia, completando o ciclo do conhecimento, da pesquisa à sua aplicação. No entanto, as mudanças incorporadas pela Lei de Inovação exigem também uma mudança institucional. Isto porque nas décadas de 60 e 70 o foco estava na ciência básica, a década de 80 priorizou-se o desenvolvimento de tecnologias e remodelação da pesquisa brasileira com a criação da Embrapa e, no final da década de 90, ênfase passa a ser dada à inovação. Esta mudança revela ainda o desafio de mudar a perspectiva brasileira de produção de commodities para o investimento em produtos de alto valor agregado. “Para isto, além da pesquisa científica, caberá aos pesquisadores a incorporação de uma nova mentalidade empreendedora”, destaca Magela.

 

Compartilhando desta visão de interação entre competências e instituições, a Unidade Regional da Epamig Sul de Minas tem incentivado os pesquisadores a participarem de redes sociais. Neste sentido, Sérgio Parreiras Pereira, pesquisador do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), apresentou um tutorial sobre as ferramentas WEB 2.0, com orientações de como postar arquivos, fotos e vídeos em redes sociais de referência em cafeicultura, como é o caso da Comunidade Manejo da Lavoura Cafeeira, no Peabirus.

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