Archive for dezembro, 2009

Boas Festas! Boas Colheitas em 2010

quarta-feira, dezembro 23rd, 2009

Polo natal

Ufla inaugura Incubadora de Empresas de Base Tecnológica

quinta-feira, dezembro 17th, 2009

 

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Ciente de que a inovação tecnológica é a chave para garantir competitividade e liderança de mercado, a Universidade Federal de Lavras (Ufla) inaugurou nesta terça-feira (15) a Incubadora de Empresas de Base Tecnológica (Incubatec). Serão nove empresas contempladas no programa, que serão escolhidas por meio de processo licitatório, sendo priorizados os empreendimentos oriundos de pesquisa científica em diferentes áreas do conhecimento: agronegócio, biotecnologia, gestão ambiental e tecnologia da informação.

Como destacado pelo pró-reitor de Planejamento e Gestão da Ufla, José Roberto Soares Scolforo, o espaço para empreendimentos de base tecnológica vem coroar a parceria entre Ufla, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), Prefeitura Municipal de Lavras e Sebrae. Scolforo ressalta que a Incubatec contribuirá para novas oportunidades de negócios, favorecendo que as pesquisas geradas na universidade não findem no meio acadêmico, mas gerem tecnologias aplicáveis e úteis para a sociedade.

Presente na cerimônia de inauguração, o secretário adjunto de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Evaldo Ferreira Vilela, destacou que a Incubatec faz parte de um amplo programa de inovação que será complementado com a criação do Parque Tecnológico de Lavras, cuja construção deverá ser iniciada em 2010. O Parque Tecnológico está contemplado no projeto Rede de Inovação Tecnológica (RIT), um dos três projetos estruturadores do Governo do Estado. Vilela destaca que o incentivo à inovação faz parte de uma transformação política do Estado, visando consolidar a competitividade de Minas Gerais na atual economia do conhecimento.      

Em seu pronunciamento, o vice-reitor da Ufla, Elias Tadeu Fialho, destacou a importância das incubadoras para o processo de consolidação da Ufla como promotora do desenvolvimento regional. Em sua visão, o apoio às iniciativas empreendedoras propicia a gestão eficiente da pesquisa, de modo a ampliar a transferência de tecnologia e o incentivo à sua aplicabilidade. “As incubadoras contribuem para transformar idéias em tecnologias”, ressalta.

Para Edinaldo José Abrahão, o apoio e fomento a novos empreendimentos de base tecnológica compartilham do mesmo espírito articulador do Polo de Excelência do Café, em sua missão de unir os elos governamental, acadêmico e empresarial em projetos inovadores. “As incubadoras promovem as condições técnica, gerencial, administrativa e de infra-estrutura para amparar o pequeno empreendedor e promover o desenvolvimento regional”, avalia.   

Minas Gerais, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes) e da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), tem desenvolvido diversas ações de apoio à criação e consolidação de incubadoras de empresas. No Estado, são 25 incubadoras em 13 cidades mineiras, totalizando 335 empresas em processo de incubação e geração de 2.450 empregos diretos e indiretos.

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Pesquisadores e consultores de café apresentam perspectivas para próxima safra

segunda-feira, dezembro 14th, 2009

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Cerca de 200 profissionais ligados ao sistema agroindustrial do café, que compõem os cinco GTEC’s/Café (Grupos Técnicos de Cafeicultura - Syngenta), apresentaram suas percepções sobre o quadro atual da cafeicultura e suas perspectivas para a próxima safra, em reunião em Ribeirão Preto (SP), entre os dias 02 e 04 de dezembro. Pesquisadores, consultores e profissionais ligados às cooperativas de cafeicultores das principais regiões produtoras (Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Espírito Santo e Bahia) apresentaram informações sobre a situação das lavouras, o impacto das floradas, problemas climáticos e fitossanitários, expectativa de novos plantios e renovação das lavouras, percentual de podas e expectativas para a próxima safra (investimentos, produção, comercialização).

De modo geral, todas as regiões apresentaram problemas com o excesso de chuvas no período da colheita, com atrasos e depreciação da qualidade final do produto. Em todas as regiões os profissionais ressaltaram alta infestação de broca e expansão precoce da ferrugem, o que exigirá maior atenção e investimento dos cafeicultores. Para Marcos Dutra (Desenvolvimento Técnico de Mercado - Syngenta), as perspectivas são apresentadas por representantes dos principais Estados produtores e traçam um quadro ilustrativo da cafeicultura brasileira.

Alta Paulista e Sorocabana

Os profissionais das regiões Alta Paulista e Sorocabana (Estado de São Paulo) avaliam que as lavouras apresentam bom aspecto nutricional, embora não apresente o vigor de anos anteriores, sobretudo, em decorrência de um menor nível de adubação em 2008. Até o início de dezembro já haviam sido registradas seis floradas, que foram satisfatórias especialmente em lavouras novas ou podadas. Além da alta incidência de broca e ferrugem, a região deverá sofrer ainda com a cercosporiose e mancha aureolada. Estima-se para esta região o plantio de 2 milhões de mudas, especialmente para renovação de lavouras, exceto na região de Piraju (Sudoeste de São Paulo) onde deverá haver expansão da área plantada. Em 2009, estima-se que entre 15 a 20% das lavouras tenham sido podadas (tipo decote). Para a safra 2009/10, a previsão é que sejam colhidas em torno de 1.250.000 sacas.  Nos últimos cinco anos, esta região tem se destacado para os investimentos em mecanização da colheita e irrigação, com aproximadamente quatro mil hectares irrigados com o sistema de gotejamento, resultando em produtividades médias de 50 sc/ha).

Cerrado Mineiro

Na avaliação dos profissionais do Cerrado Mineiro, as lavouras estão em bom estado nutricional, especialmente lavouras novas e com fertirrigação, que também apresentam melhor pegamento das floradas. Na região, a queda antecipada de frutos tem preocupado os cafeicultores. Além da ferrugem e broca acima do normal, outros motivos de preocupação são o bicho-mineiro, mancha anular, cercosporiose e, em regiões de maior altitude, pseudomonas e phoma. Estima-se que sejam plantadas 12 milhões de mudas, 80% delas para renovação das lavouras. Para a safra 2009/10, na área de 160 mil hectares, deverão ser colhidas entre 4,5 a 5 milhões de sacas, com produtividade média de 28 a 31 sc/ha. Quanto aos investimentos para a próxima safra, ressalta-se a necessidade de mecanização da colheita, com foco na redução de mão de obra. Técnicos e consultores da região estimam que a maior parte dos produtores utiliza-se de algum programa de troca ou venda futura de café, sendo que 30% da safra futura já pode ter sido comercializada.

Matas de Minas

Para os representantes desta região (engloba Zona da Mata Mineira, ES e RJ), as lavouras apresentam estado nutricional regular, devido, sobretudo, ao baixo nível de adubação no período anterior a safra. As floradas antecipadas (julho/agosto) deverão repercutir em uma colheita com maturação bastante desuniforme. Em lavouras mais velhas, percebe-se também baixo pegamento das floradas. Até meados de novembro, a precipitação (em torno de 1300 mm) foi 25% superior a média dos últimos 20 anos. Estima-se para esta região um plantio em torno de 20 milhões de mudas, sendo 10 milhões do programa de renovação do governo do Espírito Santo. A estimativa para a próxima safra, incluindo todas as regiões produtoras de referência é em torno de 8 milhões de sacas, sendo 5,3 milhões (Matas de Minas), 2,5 milhões (arábica do Espírito Santo) e 290 mil sacas no Estado do Rio de Janeiro. Diferente do Cerrado Mineiro, os profissionais avaliam que apenas 5% dos cafeicultores destas regiões façam algum tipo de troca ou venda futura da safra, sendo que 15 a 20% da safra pode já ter sido comercializada.

Sul de Minas

De acordo com os representantes do Sul de Minas, as chuvas de outubro favoreceram a brotação do café, embora haja sintomas de deficiências nutricionais, principalmente nitrogênio, zinco, magnésio, boro e manganês. Eles ressaltam que as adubações foram insuficientes em função da carga colhida nesta safra. Comparado ao ano passado, a fertilização deste ano ainda apresentou redução em torno de 25%. As floradas irregulares (quatro até dezembro) também deverão repercutir em baixa uniformização no desenvolvimento e pegamento, podendo causar possivelmente maior queda de chumbinhos em Dezembro/Janeiro. Estima-se entre 15 -20% do parque cafeeiro, algo em torno de 120 mil hectares, sofreram algum tipo de poda (recepa ou esqueletamento). Quanto aos novos plantios, entre 2008 e 2009, devem ser totalizados cerca de 18 milhões de mudas de café, sobretudo, para renovação das lavouras.

Além da ferrugem e alta incidência de broca, as lavouras apresentam maior ocorrência de cigarras e alto índice de bactérias (pseudomonas) em locais com ventos frios. Em uma área de 506 mil hectares, estima-se uma colheita em 2010 entre 9,5 a 10 milhões de sacas. Para os representantes desta região, o Sul de Minas não deverá repetir a média dos anos de alta produção que é entre 11 e 12 milhões de sacas, contribuem para esta avaliação, especialmente, os municípios de Três Pontas, Campo do Meio, Campos Gerais e Nepomuceno. Estes profissionais avaliam que entre 20 a 30% dos cafeicultores do Sul de Minas façam algum tipo de troca ou venda futura da safra, sendo que cerca de 50% da safra deve ter sido comercializada.

Visão das cooperativas

As cooperativas de cafeicultores de Minas e São Paulo fizeram uma avaliação do parque cafeeiro do Sul de Minas e Mogiana. Na opinião destes representantes, o baixo investimento em insumos comprometeu o potencial da safra recém-colhida. No geral, foram seis floradas, com apresentação de frutos em diferentes fases de granação, o que deverá ter resultados negativos na próxima safra. Os técnicos das cooperativas concordam que haja uma maior incidência de doenças, além da dificuldade de controle das plantas daninhas. Para eles, os plantios de novas áreas e de renovação são baixos e inexpressivos.

Gincana do Bem

Além das apresentações com as perspectivas de cada região produtora, o gerente executivo do Polo de Excelência do Café (PEC/Café), Edinaldo José Abrahão (GETEC Sul de Minas) apresentou aos participantes o modelo de incentivo à articulação entre o governo, a pesquisa e o setor empresarial, visando o fortalecimento da cadeia produtiva do café. A apresentação desta proposta inovadora recebeu a segunda colocação na Gincana do Bem, promovida pela Syngenta, que rendeu R$ 2 mil ao Educandário Santa Inês (Alfenas).

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Polo de Excelência do Café 

http://excelenciacafe.simi.org.br/

 

17º ENCAFÉ: Apresentações sobre o Certifica Minas Café

sábado, dezembro 12th, 2009

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Planeta Minas: Planeta Café - Rede Minas

terça-feira, dezembro 8th, 2009

 

http://www.vimeo.com/7713771

Epamig alerta sobre nematóides em Minas Gerais

terça-feira, dezembro 1st, 2009

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O nematóide formador de galhas Meloidogyne paranaensis, inicialmente detectado em plantas de café no Estado do Paraná e previamente identificado como Meloidogyne incognita, é uma das espécies de nematóides mais nocivas ao cafeeiro. Desde 2003, quando a espécie foi detectada na região do Alto Paranaíba (Patrocínio) e, em 2004, no Sudoeste do Estado (Piumhi), a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) vem alertando para o risco de sua disseminação. Na sexta-feira (27), a pesquisadora da Epamig Sônia Maria de Lima Salgado, nematologista, apresentou o problema na reunião da Câmara Setorial do Café de Minas Gerais, realizada na Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). O tema foi proposto pelo Polo de Excelência do Café, dada a importância da cafeicultura para o Estado.

A pesquisadora aponta para a necessidade de iniciar um programa estadual de cooperação técnica e financeira para a contenção da praga. Torna-se prudente a eliminação do foco da doença e implantação de barreiras fitossanitárias para se evitar a contaminação de novas áreas. Ela sugere a identificação das lavouras infectadas, com o mapeamento das áreas de risco e ações de fiscalização focadas na produção e transporte de mudas de café. Isto porque o nematóide é facilmente disseminado por meio de mudas, circulação de máquinas e implementos com solo infestado e até pela água da chuva, com a necessidade de desvio das enxurradas.

O fato é ainda mais preocupante tendo em vista que a maioria dos cafeicultores mineiros desconhece o problema e os danos que poderão ocorrer com a sua disseminação. O controle de nematóides em cafezais é ineficiente e uma vez contaminado o solo é praticamente impossível eliminá-los. A alternativa passa a ser o arranquio das lavouras com subseqüente rotação de culturas com espécies não hospedeiras. Outra opção é o uso de material enxertado, como vem sendo pesquisado no Estado de São Paulo, no Instituto Agronômico de Campinas (IAC).

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Como identificar

A identificação da presença de nematóides no campo é dificultada pelo seu tamanho microscópio associado ao parasitismo interno nas raízes das plantas. Além disso, o estado da lavoura pode ser confundido com outras doenças ou desequilíbrio nutricional. Sintomas como amarelecimento, queda de folhas, clorose, crescimento abaixo do normal é ainda mais acentuado na época da seca ou sob qualquer situação de estresse que a planta sofra, seja por influência climática ou de manejo.

O produtor deve ficar atento à presença de reboleiras de plantas com sintomas de deficiência mineral e desfolha, mesmo em condições adequadas de adubação, pois podem ser resultado do ataque de nematóides nas raízes. Em caso de suspeita, deve ser realizada amostragem periódica de solo e de raízes para exame em laboratório especializado. A amostra do solo deve ser retirada próximo às raízes, condicionada em saco plástico, mantida à sombra e encaminhada o mais rápido possível para análise. Em Minas, esta análise pode ser feita no laboratório do Instituto Mineiro Agropecuário (IMA) e nos laboratórios das Universidades Federais de Lavras, Viçosa e Uberlândia (UFLA, UFV e UFU).

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Ação da pesquisa

Em fevereiro de 2009, a Epamig iniciou experimento em Piumhi, em área infestada, para seleção de material resistente dentre 55 genótipos do Banco de Germoplasma da Epamig (Patrocínio). Além da pesquisadora Sônia Salgado, a avaliação de genótipos caracterizados como fonte promissora de resistência ao nematóide é acompanhada pelos pesquisadores da área de melhoramento genético, Antônio Alves Pereira (Tonico) e Cesar Elias Botelho. O desenvolvimento de cultivares com resistência a Meloidogyne sp é possível devido à diversidade genética existente no gênero Coffea.

 

 

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Informações sobre as ações de pesquisa, sintomas e características dos nematóides estão disponíveis no Informe Agropecuário v.29, nov/dez 2008.

 

Contato: Sônia Maria de Lima Salgado – soniamaria@epamig.br

 

    

 

Polo de Excelência do Café 

http://excelenciacafe.simi.org.br/