Archive for janeiro, 2010

Fundação Neumann fortalece parcerias para ampliação de projetos no Brasil

quarta-feira, janeiro 27th, 2010

 

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Agora oficialmente instalada no país, a Fundação Hanns R. Neumann do Brasil está em uma fase de estreitar as relações com instituições de ensino, pesquisa e extensão para ampliação de projetos voltados ao fortalecimento da cafeicultura familiar. A Fundação Hanns R. Neumann é uma iniciativa da Neumann Kaffee Gruppe, líder mundial em comercialização de café, com sede em Hamburgo, Alemanha.  

Nesta terça-feira (26), representantes do Grupo Neumann e de instituições como Universidade Federal de Lavras (UFLA), EPAMIG, EMATER e Polo de Excelência do Café (PEC/Café) se reuniram na reitoria da UFLA para firmar um acordo de cooperação técnica voltado para o fortalecimento de projetos com foco na cafeicultura familiar no Brasil. Também deverá ser criado um Conselho Consultivo, com suas respectivas representações, visando acompanhar os projetos atuais e contribuir para a prospecção de demandas futuras.    

A reunião contou com a presença do diretor executivo da Fundação Hanns Neumann - Michael Opitz, o representante da Exportadora Stockler – Osmar Moraes e o coordenador do Projeto Força Café – Magno Reis. Também participaram da reunião o coordenador do Projeto Força Café em Lambari – Alexandre Miranda e os consultores Hélio Cruz e Patrik Avelar Lage. Representando o setor de ensino, pesquisa e extensão, o reitor da Ufla - Antônio Nazareno Mendes, o gerente executivo do Polo de Excelência do Café – Edinaldo José Abrahão, o chefe da Unidade de Pesquisa Sul de Minas/Epamig – Gladyston Rodrigues Carvalho, gestores do Circuito Sulmineiro e Concurso Estadual de Qualidade do Café (EMATER) – Marcos Antônio Canestri e Marcos Fabri Júnior.

Pesquisador do Instituto Agronômico (IAC), Sérgio Parreiras Pereira fez uma explanação sobre os números da cafeicultura no Brasil, ressaltando que diferente da imagem do Brasil no exterior, 70% das propriedades cafeeiras são de pequenos agricultores, com menos de 20 hectares, sendo em grande maioria conduzidas no sistema familiar.   

Reduzindo as diferenças

Com orçamento anual superior a 11 milhões de reais, divididos em projetos realizados em 11 países produtores, as ações da Fundação Hanns R. Neumann objetivam reduzir a distância entre o setor produtivo e os países consumidores, contribuindo para o aumento da competitividade da cafeicultura familiar em países em desenvolvimento. No Brasil, desde 2007, é conduzido o projeto Força Café, em Santo Antônio do Amparo, sob os princípios de fortalecer e orientar cerca de 350 famílias produtoras de café, em 12 comunidades. Os municípios de São Francisco de Paula e Lambari também estão sendo contemplados com a expansão do Projeto Força Café, que deverá englobar ainda, numa próxima fase os municípios de Perdões, Cana Verde e Ribeirão Vermelho.

Um papel importante da Fundação Hanns R. Neumann é a de chamar a atenção das torrefações globais, sobretudo grandes empresas de base familiar, para que façam a sua parte perante a insistente crise que assola o setor há quase uma década. Para Michael Opitz, os projetos ajudam a divulgar nos países consumidores a verdadeira realidade vivenciada pelos cafeicultores, com seus problemas e desafios. Ele comemora os resultados do Projeto Força Café nas propriedades participantes em Santo Antônio do Amparo, como o aumento da produtividade, melhoria da qualidade, acesso a economias de escalas, melhoria da gestão o e fortalecimento do associativismo.

Certifica Minas Café para o mundo   

Aproveitando a oportunidade de interação com o Grupo Neumann, Edinaldo Abrahão (PEC/Café) lançou o desafio à Exportadora Stockler, braço da Neumann no Brasil, para aderir ao programa Certifica Minas Café, com o pagamento de um prêmio aos cafés certificados pelo Governo de Minas. Representante da Stockler, Osmar Moraes disse que a empresa já estuda esta possibilidade, podendo resultar de um trabalho de conscientização das torrefadoras internacionais sobre a realidade da cafeicultura brasileira. “Por uma conta simples, pode-se perceber que, em muitos casos, os pequenos cafeicultores não recebem nem mesmo um salário mínimo pela dedicação à atividade”, ressalta.      

 

 

 

 

Polo de Excelência do Café e Fundaccer buscam integração em projetos de inovação

domingo, janeiro 24th, 2010

 

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Representantes da Fundação de Desenvolvimento do Café do Cerrado (Fundaccer) estiveram reunidos na sede do Polo de Excelência do Café (PEC/Café), em Lavras (MG), nesta quinta-feira (21), para articularem ações conjuntas de pesquisa e inovação para a região do Cerrado. Na oportunidade, o gerente executivo do PEC/Café Edinaldo José Abrahão e o coordenador, Rubens José Guimarães, foram convidados a participar do comitê diretor e técnico da Rede de Pesquisa do Café do Cerrado, iniciativa do Departamento de Pesquisa da Fundaccer. Por sua vez, a Fundação, que também é mantenedora do Centro de Excelência do Café, em Patrocínio, demonstrou interesse em participar do comitê gestor do Polo de Excelência do Café, por compartilhar da mesma busca pela excelência da cafeicultura mineira.

Juliano Tarabal, superintendente da Fundaccer, apresentou as ações e desafios do Café do Cerrado dentro de um amplo programa de qualificação dos pequenos cafeicultores. Diferente da imagem que o Café do Cerrado apresenta, existe nesta região, como nas demais regiões produtoras, a predominância de sistemas de produção familiares e em pequenas propriedades. Neste sentido, uma das demandas compartilhadas está a necessidade de georeferenciar as regiões produtoras, para o levantamento do parque cafeeiro e distinção de suas características de bebida.        

Na visão do coordenador do Departamento de Pesquisa da Fundaccer, Jefferson Gitirana, o Programa de Pesquisa em Rede, voltado fundamentalmente para as demandas do Café do Cerrado, servirá de base para o fortalecimento e perenização da cafeicultura em suas diversas micro regiões. A idéia é que haja um levantamento das demandas para servir de orientação às pesquisas aplicadas, resultando em um guia de recomendação para os cafeicultores. “Esta base científica precisa ser fortalecida, com mais agilidade e funcionalidade de pesquisas em campo”, ressalta.

Visão compartilhada

Em sua explanação, Abrahão destacou a importância do PEC/Café em ampliar suas parcerias, já que sua missão é a busca pela excelência em pesquisa cafeeira em todo o Estado, baseado em uma rede social de competência com foco em conhecimento e inovação. “O Polo está sediado no Sul de Minas, mas não é do Sul de Minas. Somos um articulador de pessoas e idéias voltadas para o fortalecimento da cafeicultura em todas as regiões de Minas”, enfatiza.

Esta idéia de integração também é defendida por Guimarães. “O Polo representa a agregação de competências de modo a atender as demandas regionais, respeitando suas especificidades, mas pensando no fortalecimento da cafeicultura como um todo. Esta visão deve ser integrada, ampliada e sustentada ao logo do tempo”, complementa.   

 

Polo de Excelência do Café 

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Coffee Science é indexada no Scopus -Elsevier

quinta-feira, janeiro 21st, 2010

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A Revista Coffee Science, revista científica especializada em cafeicultura, acaba de dar mais um passo para o reconhecimento de sua qualidade editorial ao ser indexada na base Scopus, da Elsevier, maior base de dados e documentos científicos de referência do mundo. Esta conquista consolida a Coffee Science perante a comunidade científica de todo o mundo e permite o intercâmbio de resultados obtidos nas mais diversas áreas da cafeicultura. Coffee Science é uma publicação ligada à Universidade Federal de Lavras e ao Consórcio Pesquisa Café, com o apoio do Polo de Excelência do Café. 

Além da Scopus, a revista também é indexada ao AGRIS-FAO (International Information System for the Agricultural Sciences and Technology), AGROBASE-IBICT (Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia), LANTINDEX (Sistema Regional de Información en Línea para Revistas Científicas de América Latina, Caribe, España y Portugal), CAB Abstracts (CABI - Commonwealth Agricultural Bureaux International) e SCIENTIFIC COMMONS (University of St. Gallen - Switzerland). Desde 2009, a Coffee Science passou a constar da nova classificação dos periódicos em Ciências Agrárias indexados ao Qualis – CAPES.

A partir de 2010 serão publicados três números por ano, tanto na versão impressa quanto eletrônica, em inglês e português, facilitando a consulta por pesquisadores do mundo inteiro. Este é um dos critérios e mais um passo da Coffee Science para indexação a outras bases de dados, como o Scielo.

Para o editor chefe da publicação, Rubens José Guimarães, com as novas regras para classificação de periódicos e sua interferência direta na conceituação dos cursos de pós-graduação, a Coffee Science é a única revista técnico-científica em cafeicultura de submissão e distribuição inteiramente gratuita e de padrão de qualidade reconhecida. “Todo esse processo segue dentro da ética, do respeito e da transparência no relacionamento autor-editor. Estamos mais próximos e aptos para atender os requisitos do Qualis – CAPES. Com as indexações ocorridas em 2009 e 2010 temos a expectativa que pela nova classificação seja alcançado o conceito B3”, comemora.

Os artigos publicados pela Coffee Science em 2009 já estarão disponibilizados na Scopus, cujo banco de dados inclui 16 mil títulos de 4.000 editoras internacionais e de mais de 3.000 revistas científicas. Esta base de dados permite uma visão multidisciplinar da ciência e integra todas as fontes relevantes para a pesquisa básica, aplicada e de inovação tecnológica através de patentes, fontes da web de conteúdo científico, periódicos de acesso aberto, memórias de congressos e conferências. Além disso, Scopus é uma ferramenta para estudos bibliométricos e avaliações de produção científica que disponibiliza o perfil do autor, perfil de instituição, rastreador de citações, índice h e analisador de periódicos. A base de dados está disponível no Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC).

Na avaliação da gerente técnica do Consórcio Pesquisa Café, Mirian Eira, a indexação dos artigos publicados na revista Coffee Science na base Scopus resultará na maior visibilidade ao trabalho de pesquisa com café executado pelas instituições consorciadas. “Instituições de pesquisa e pesquisadores, no Brasil e no exterior, irão conhecer os trabalhos desenvolvidos, facilitando a articulação de projetos e atividades de pesquisa com novos parceiros. Os pesquisadores irão ganhar também pela maior citação e maior interesse pelos seus trabalhos, mesmo que publicados em outras revistas científicas”, ressalta.

De acordo com Myriane Stella Scalco, da comissão editorial da Coffee Science, esta conquista é resultado de um trabalho sistemático para o atendimento dos critérios de qualidade para que a revista conquiste alto padrão de qualidade na avaliação Qualis-CAPES, que analisa veículos para a divulgação dos trabalhos técnicos e científicos dos programas de pós-graduação. “Seguimos passo a passo rumo a um futuro promissor” destaca Scalco. 

Nas versões impressa e eletrônica, Coffee Science tem por objetivo publicar artigos originais completos que contribuam para o desenvolvimento da cafeicultura nas áreas de Ciências Agrárias, Ciências Biológicas, Ciência dos Alimentos e Ciências Sociais Aplicadas, elaborados por membros da comunidade científica nacional e internacional. Está em sua 8ª edição, com publicação semestral e distribuição pela Editora Ufla, para bibliotecas de instituições de pesquisa e ensino, em âmbito nacional e internacional. 

 

 

Os artigos já editados e as normas para publicação estão disponíveis no endereço www.coffeescience.ufla.br ou podem ser acessados pelo site da Editora Ufla – www.editora.ufla.br

 

Polo de Excelência do Café 

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UFLA recebe apoio do Consórcio Pesquisa Café

segunda-feira, janeiro 18th, 2010

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O Centro de Ensino, Pesquisa e Extensão do Agronegócio Café (CEPE/Café), da Universidade Federal de Lavras (UFLA), está investindo em sua infra-estrutura para a ampliação e fortalecimento das pesquisas cafeeiras. Como parte deste esforço, o Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café acaba de entregar um trator cafeeiro 4X4 e um sistema de irrigação para área experimental de café. O CEPE/Café mantém uma infra-estrutura conjunta que serve de apoio aos 13 departamentos da Universidade e ainda às instituições parceiras.

Na avaliação do professor de cafeicultura da UFLA, Rubens José Guimarães, o investimento no valor aproximado de R$125 mil justifica-se pela contribuição da Universidade centenária, que mantém uma equipe de profissionais nas diversas áreas do conhecimento, capaz de gerar tecnologias que elevam o Estado de Minas ao conceito de excelência em pesquisa cafeeira. São mais de 90 professores/pesquisadores dos diversos departamentos didático-científicos envolvidos em projetos de pesquisa cafeeira. Ainda segundo o professor Rubens, os investimentos no CEPE/Café otimizam os recursos aplicados, viabilizando experimentos multidisciplinares que integram competências na busca de pesquisas cada vez mais eficazes.

A UFLA se destaca por sediar o Pólo de Excelência do Café, Pólo de Tecnologia em Qualidade do Café e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Café. A UFLA, como uma das instituições fundadoras do Consórcio Pesquisa Café, colabora de forma significativa e permanente para a integração multi-instituicional, otimizando os recursos físicos, materiais e humanos em prol do desenvolvimento de projetos inovadores em cafeicultura.

De acordo com o reitor da UFLA, Antônio Nazareno Mendes, o investimento em infra-estrutura contribui para o desenvolvimento de trabalhos de pesquisa na cultura do café em consonância com o Programa de Pesquisa e Desenvolvimento do Café – PNP&D/Café, responsável pela geração de conhecimento, informações, tecnologias e promoção de atividades de difusão e transferência de tecnologia.

 

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A Ufla terá uma área de três hectares de café irrigado pelo sistema de gotejamento. O sistema inclui adutora, reservatório para armazenamento de água, unidade de controle, linha principal, linhas de derivação e de irrigação.

Representante do 4C no Brasil visita Polo de Excelência do Café

sexta-feira, janeiro 15th, 2010

polo 4c

O Código Comum para Comunidade Cafeeira, conhecido pela sigla 4C, é uma parceria internacional que visa excluir práticas inaceitáveis ao mesmo tempo em que incentiva a melhoria contínua de boas práticas agrícolas. Trata-se de um sistema de verificação que atende a critérios mínimos voltados à sustentabilidade nas dimensões social, ambiental e econômica. Do ponto de vista estratégico, visa também garantir a oferta do produto e o atendimento da demanda por produtos com o enfoque em fatores sócio-ambientais do processo produtivo.

Representante do 4C no Brasil, o engenheiro agrônomo Luis Flávio Nascimento de Andrade está visitando unidades 4C em Minas Gerais, como parte de um projeto para o monitoramento de impactos da adoção do Código 4C e para a construção de diretrizes para futuras atividades. Em visita ao Sul de Minas, Andrade visitou o Polo de Excelência do Café (PEC/Café) para conhecer as propostas e ações do PEC/Café  focado em inovações para o setor cafeeiro. 

A missão do PEC/Café de integrar competências para o fortalecimento do café mineiro coaduna com os princípios propostos pela Associação 4C. De acordo com Andrade, o programa foca o mercado “mainstream” de café, estabelecendo um código orientador de conduta rumo a uma cafeicultura mais sustentável e transparente. Trata-se de uma plataforma que serve de apoio para cafeicultores que procuram se inserir em um mercado cada dia mais exigente, resultando no aperfeiçoamento do sistema produtivo e em ganhos para toda a sociedade.

A avaliação dos impactos da adoção do Código pretende identificar os principais indicadores de sustentabilidade econômica, social e ambiental. Espera-se que o modelo contribua para diagnosticar a situação dos cafés produzidos no Brasil, oferecendo subsídios que favoreçam a implantação ou reformulação de políticas públicas, ações para o direcionamento da Associação 4C e o aperfeiçoamento do próprio Código.

Andrade foi recebido na sede do PEC/Café, em Lavras, pelo gerente executivo Edinaldo José Abrahão, pelo coordenador do projeto PEC Café e professor da Universidade Federal de Lavras (UFLA) Rubens José Guimarães e pelo pesquisador do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) Sérgio Parreiras Pereira.

 

 

 

 

 

 

 

 

Polo de Excelência do Café aceitará submissão de projetos inovadores

segunda-feira, janeiro 11th, 2010

 

 

Com o desafio de transformar conhecimento em desenvolvimento, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes) receberá, em breve, novas propostas com foco na geração de tecnologias inovadoras para o setor cafeeiro. Pesquisadores, professores e outros profissionais que têm o café como tema de seus estudos já podem elaborar as propostas em equipes de trabalho multidisciplinares, visando a integração de competências institucionais. As propostas serão apresentadas à Sectes por meio do Polo de Excelência do Café (PEC/Café). Deverão ser apresentadas em fevereiro, em reunião do Comitê Gestor, ainda sem data definida.  

As propostas deverão estar alinhadas aos três projetos estruturantes do PEC/Café: Negócios Inovadores, Alinhamento Estratégico e Capacitação de Recursos Humanos. Especificamente no Projeto Estruturante I – Negócios Inovadores existem quatro objetivos norteadores para pesquisa: transformação de conhecimento em inovações tecnológicas, estímulo às empresas de base tecnológica, orientação para novos negócios e superação de gargalos em todas as etapas da cadeia produtiva. Os objetivos e descrições dos três projetos estão no Plano de Negócios do PEC/Café, disponível no blog http://excelenciacafe.simi.org.br/

O fomento a novos programas de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) objetivam promover condições para fortalecer a competitividade sustentável do agronegócio café. Os recursos para os projetos aprovados serão da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). Com ênfase em inovação, o PEC/Café serve como articulador entre os elos governamental, empresarial e acadêmico, visando consolidar o Estado como referência na geração de negócios de alto valor agregado relacionados ao café.

Na visão do gerente executivo do PEC/Café, Edinaldo José Abrahão, com a emergência da economia digital, redes dinâmicas de cooperação entre diferentes tipos de agentes sociais e econômicos têm sido consideradas o formato organizacional mais adequado para promover a geração, comunicação e transferência de conhecimento e inovações. “O Polo representa a articulação de competências voltadas para projetos inovadores, sobretudo, com a participação de universidades e institutos de pesquisa”, destaca.  

 

Projeto do INCT/Café lançará composto indutor de resistência em plantas

quinta-feira, janeiro 7th, 2010

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Malucio

 

 

A linha de pesquisa que abrange os métodos alternativos na indução de resistência contra doenças, do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Café (INCT), está próxima de ultrapassar a barreira acadêmica para agregar valor à cadeia produtiva do café. Em breve estará em operação, na Universidade Federal de Lavras (UFLA), a biofábrica para o processamento em escala comercial do composto desenvolvido sob a coordenação do professor Mário Lúcio Vilela de Resende, que inova ao aliar a indução de resistência a doenças ao aproveitamento dos resíduos da cultura do café (folhas, cascas e restos de podas).  

O composto é resultado de mais de cinco anos de pesquisa de base biotecnológica voltada para a inovação do manejo integrado na agricultura. Diferente dos outros produtos disponíveis no mercado, a formulação atua diretamente no sistema de defesa da planta e não nos agentes causadores das doenças. “É como uma vacina”, explica o professor Mário Lúcio, que direciona suas pesquisas para aplicações práticas no campo. Este direcionamento já rendeu dois pedidos de patentes, sendo que duas empresas já se mostraram interessadas em comercializar o produto.

Para a cultura do café, a tecnologia é duplamente benéfica. Primeiro, porque os compostos são produzidos a partir de extratos denominados EFID 100 e ECFC, tendo como matéria prima principal o resíduo processado das lavouras de café. “Usa-se uma matéria prima abundante, rica em compostos e de baixo custo”, complementa o professor. Para completar, testes do composto em lavouras cafeeiras demonstraram sucesso no controle da ferrugem, cercosporiose e phoma. O produto natural demonstrou eficiência semelhante, ou melhor, quando comparado aos produtos protetores comerciais disponíveis.

Estes resultados vêm sendo avaliados e já renderam diversas dissertações e teses de doutorado. Os compostos passaram por testes de laboratório, avaliação em casa de vegetação e experimentos de campo. Dentre as culturas estudadas, além do café, destacam-se as culturas de eucalipto, roseira, algodão e tomate. Por ser um composto natural, também vem sendo avaliado seu resultado em lavouras orgânicas. PhD em Fitopatologia e especilista em bioquímica de plantas, Mário Lúcio destaca que embora o composto não traga imunidade total, pode ser considerado multiuso na defesa contra fungos e bactérias.

Os compostos serão submetidos a pedido de registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Do ponto de vista científico, Mário Lúcio adianta que a próxima fase será direcionar os estudos sobre os compostos com o auxílio de ferramentas da nanotecnologia. Concedido o registro, o produto poderá ser comercializado. Os compostos fazem parte de um amplo projeto que participa do Programa de Incentivo à Inovação da UFLA e do Programa Prime, da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). Também participam do projeto o consultor em cafeicultura Clayton Grillo Pinto e o biólogo Moisés Antônio de Pádua, além de vários estudantes de pós-graduação e pós-doutores.   

INCT/Café

Além deste projeto, o INCT/Café possui 14 linhas de pesquisa, a maioria com enfoque biotecnológico, por meio da integração de competências institucionais, capacitação de recursos humanos, estímulo à capacidade de inovação e geração de negócios de alto valor agregado. Participam do INCT/Café 62 pesquisadores das instituições de pesquisa signatárias do projeto: Ufla, Universidade Federal de Viçosa (UFV), Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Embrapa Café, Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e Instituto Agronômico de Campinas (IAC). O INCT/Café tem o aporte financeiro do CNPq e da Fapemig.

 

Polo de Excelência do Café 

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Antônio Nazareno Guimarães Mendes: Uma trajetória com cheiro de café

terça-feira, janeiro 5th, 2010

Nazarano

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Agrônomo, Mestre em Genética e Melhoramento de Plantas e doutor em Fitotecnia (Melhoramento Genético - Cafeicultura), o magnífico reitor da Universidade Federal de Lavras (UFLA) tem uma história escrita com uma tinta profissional Nobre do café. No comando da quarta melhor universidade do País e a segunda melhor de Minas, Nazareno, como é conhecido, não esconde a saudade e o desejo de retornar às rotinas da academia como pesquisador . Seu nome está marcado em mais de 50 artigos em periódicos, oito livros publicados e mais 18 capítulos em obras que retratam a cafeicultura. Já orientou cerca de 60 estudantes entre iniciação científica, mestrado e doutorado, tendo participado de mais de 130 bancas de avaliação. Nasceu em uma fazenda de café e cresceu apaixonado pela cultura que permearia toda a sua carreira profissional. Em todas as fases de atuação, seja nos campos de avaliação, nos laboratórios ou envolvido em processos burocráticos que lhe impõem uma reitoria, Nazareno empenha-se para o fortalecimento e valorização da cafeicultura.

 

PEC / Café: Temos um reitor com uma origem no café?

Nazareno: Nasci numa fazenda de café, com parteira ainda. Meu avô era cafeicultor. Mudei para a cidade aos quatro anos, (Pedra Negra 20 km de Lavras). Finais de semana e férias eram inteiros na roça, sempre envolvido com uma lavoura de café, terreiro, secadores … A opção para o curso superior não poderia ser outro: Agronomia. Entrei em 1977, na antiga ESAL, hoje Ufla. Desde o primeiro período iniciei como auxiliar de pesquisa em um projeto da Epamig … Optei pelo mestrado em Genética e Melhoramento de Plantas em Piracicaba (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz - Esalq). Depois trabalhei na Embrapa em Mato Grosso; embora fosse pesquisa com milho e feijão, arrumei um jeito de trabalhar com café em Alto Floresta. Em 1985, consegui voltar para Minas, para a Epamig em Viçosa, onde efetivamente comecei meu trabalho com melhoramento do café. Em 1994, entrei na ESAL ainda, como professor de Melhoramento Genético e Cafeicultura, continuando os projetos de pesquisa em conjunto com os colegas da Epamig. Apesar dos trabalhos na reitoria me afastarem um pouco da atividade como pesquisador, continuei participando de projetos e orientando estudantes em cafeicultura. Nunca perco uma oportunidade de participar dos eventos, congressos, reuniões …

 

PEC / Café: na Reitoria da Ufla você buscou Mecanismos para que o café tivesse mais importância, contribuindo para um grande salto de excelência …

Nazareno: Primeiro me envolvi com a Pró-Reitoria de Pesquisa, de 1996 a 1997. Depois, cumpri dois mandatos como vice-reitor e estou no segundo mandato como reitor. Ao todo são 13 anos atuando na gestão da Universidade, focalizando muitas ações para o café. Trabalhamos para que os eventos sobre cafeicultura fossem intensificados, começando com o encontro Sul-mineiro de Cafeicultura, que cresceu e virou o Circuito Sul-mineiro de Cafeicultura, a Expocafé …

 

PEC / Café: A Coordenação da Expocafé passa para a Epamig, mas a participação da Ufla continua?

Nazareno: Nós ficamos a frente da coordenação por 12 anos, porém, por uma questão operacional exigida pelo Tribunal de Contas da União, a coordenação geral passará a ser da Epamig, que sempre foi nossa parceira neste projeto. O evento é realizado inclusive em uma de suas fazendas experimentais. O que existe é uma restrição quanto às universidades trabalharem os recursos de grandes projetos por meio de Fundações … Pelo tamanho da Expocafé é muito difícil absorver toda sua estrutura. A Epamig tem mais agilidade para esta operacionalização porém, o envolvimento da Ufla Continuará exatamente o mesmo … A mudança será para não deixar que a burocracia comprometa o sucesso do evento.      

 

PEC / Café: Houve também uma intensificação dos projetos de pesquisa?

Nazareno: Uma das estratégias adotadas pela gestão da Universidade foi Integrar os recursos de pesquisa para infra-estrutura, sobretudo do Consorcio (Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café), Bioex (Programa Biotecnológico de Apoio à Competitividade Internacional - CNPq) e outros recursos, para a construção do Centro de Ensino, Pesquisa e Extensão do Agronegócio Café (CEPE / Café). A Ufla reuniu todo o recurso para montar uma infra-estrutura conjunta, que se tornou o ponto de apoio para os 13 departamentos da Universidade que trabalham com o café com o café. Além das estruturas completas, mantemos uma área de café para condução de experimentos. Com esta experiência conquistamos o Polo de Tecnologia em Qualidade do Café, o Polo de Excelência do Café, o Pólo de Tecnologia em Pós-Colheita do Café e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Café, que tem suas sedes no CEPE/Café. Esta foi uma ação estratégica importante, que nos assegura uma continuidade dos trabalhos. Uma tentativa de perenização de uma estrutura que já se tornou referência em café.

 

PEC / Café: Temos ainda novidades para o futuro?

Nazareno: Com esta referência, outras estruturas da Universidade, mesmo que não sejam vocacionadas somente para o café, passam a priorizar alguma ação voltada para o café. Temos projetos para uma construção do Parque Tecnológico de Lavras, cujo primeiro passo foi a recente inauguração da Incubadora de Empresas de Base Tecnológica (Incubatec). Biofábricas voltadas para o café já estão surgindo … O café passa a ser um componente forte em todas as ações da Universidade. O Parque Tecnológico, que é um grande projeto , certamente terá empresa vocacionadas para o agronegócio café. Assim, costumo dizer que somos privilegiados por estarmos localizados no centro geográfico da cafeicultura brasileira, da maior concentração de café arábica do país.   

 

PEC / Café: Este Centro de Referência é responsável pela formação de novos profissionais especializados em cafeicultura …

Nazareno: Além dos professores e pesquisadores não só da Ufla, mas  de instituições parceiras, os programas de graduação e pós-graduação formam profissionais com um diferencial em agronegócio e cafeicultura, independente do curso, sobretudo pelo envolvimento em estudos sobre a cultura.

 

PEC / Café: A Universidade vivencia uma fase em que é Exigida uma Maior Aproximação da Ciência com o mercado ea sociedade. Como você vê a atuação do Polo de Excelência do Café, que chega com uma proposta de ser o articulador entre estes elos?

Nazareno: O Polo de Excelência do Café tem esta Capacidade de Integração entre os vários segmentos do café. Acho  estratégica esta visão do secretário Portugal (Alberto Duque Portugal) para tornar Minas referência em conhecimento sobre o café. O Polo é uma estrutura muito enxuta, extremamente funcional, quase virtual, que possui uma capilaridade muito grande com os vários segmentos da cadeia, com todas as Instituições envolvidas, estrategicamente localizado  em uma Instituição que mantém ampla rede de parcerias. Por meio do Polo, Em outras regiões cafeeiras estão passando a Interagir em projetos grandes. Num curto prazo vamos projetar as ações de Minas para o mundo.

 

PEC / Café: Num contexto de grandes inovações, a própria Universidade acaba por reavaliar o seu papel? Como é lidar com esta transformação, de formadores de conhecimento para uma cultura do empreendedorismo ?

Nazareno: Num passado não distante, uma universidade se preocupava muito em gerar conhecimento, muito desse conhecimento era pouco difundido. Havia um preconceito com a ideia de pesquisadores envolvidoso com o setor empresarial. A Universidade era o templo do conhecimento científico, não voltado para a solução de problemas diretamente ligada ao mercado. Hoje esta cultura mudou. Há uma inversão, tornou-se regra, não exceção, pesquisadores e professores estarem focados na geração de tecnologias aplicáveis. Este é um caminho sem volta. Assim a universidade interage muito mais com uma sociedade usuária do resultado de suas pesquisas. O foco em cursos de pós-graduação também reforça uma imagem diferenciada da Ufla neste sentido. Mais de 20% de nossos alunos são de Pós-Graduação, em mais de 20 cursos de mestrado e 20 cursos em doutorado. Este direcionamento exige uma maior qualificação dos professores e profissionais de apoio, formando um círculo virtuoso da pesquisa em uma Instituição que era Tradicionalmente Ensino de … Hoje nós temos um perfil de universidade efetivamente voltada para o ensino, pesquisa e extensão.

 

PEC / Café: A Ufla também foi uma das fundadoras e uma das principais Instituições que compoem o Consórcio Pesquisa Café. Como você visualiza o futuro deste modelo?

Nazareno: É um modelo exemplar e diferenciado, que a Embrapa deseja reproduzir para outras culturas, em outras áreas de atuação. Porém, é um modelo ainda pouco valorizado pelo governo. Temos dificuldade de captação de recursos no próprio governo federal. Para 2010, por exemplo, não conseguimos o recurso para o custeio dos projetos já aprovados em edital. A expectativa de 15 milhões foi frustrada. Falta ainda uma maior conscientização pela própria representação da cadeia, que engloba o Conselho Nacional do Café (CNC), Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), Abics (Indústria de Café Solúvel), Cecafé ( Conselho dos Exportadores de Café) … Existe uma ideia de que o Consórcio anda com pernas próprias e não é bem assim. Sem o recurso para o fomento da pesquisa corremos o risco de reproduzir o modelo do final da década de 80, início de 90, em que as Instituições se dispersaram. Além disso, com a criação do Consórcio nós passamos um ter um problema com uma capitação de recursos nos Estados de origem, já que as Instituições que fomentavam Tradicionalmente uma pesquisa em café Deixaram de fazê-lo achando que existia o Funcafé como fonte. Quando este recurso não chega, coloca-se em risco todo um programa de pesquisa muito estruturado. O próprio Consórcio corre este risco. Está faltando uma ação estratégica das Instituições que representam os diversos segmentos, talvez via do CDPC (Conselho Deliberativo da Política do Café) e Ministério da Agricutura, para Assegurar uma continuidade desses orçamentos ao longo dos anos e a manutenção dos  Projetos e trabalhos.

 

PEC / Café: Como é o Nazareno produtor de café?

Nazareno: Mantenho uma pequena lavoura de apenas seis mil pés de café para não perder de vez a rotina da atividade. Eu sinto que está cada vez mais próximo de acontecer o que há tempos eu previa … Que sobreviveria na atividade o pequeno cafeicultor familiar em uma ponta e o cafeicultor empresarial na outra. Penso que o médio cafeicultor tradicional não vai resistir na atividade.

 

PEC / Café: Mas a mensagem continua sendo de perseverança?

Nazareno: Nós, enquanto pesquisadores e professores, não podemos desistir da atividade nunca. Mesmo os Produtores devem ter esperança na recuperação do setor. Como? Não sei. Talvez por meio de uma política pública ou uma guinada do mercado próprio. Gosto de citar uma frase: o café sempre será um bom negócio e, de quando em quando, ele é um péssimo negócio. Nós estamos vivendo um desses momentos, esperando que se torne novamente um bom negócio. Sobretudo, pelo O envolvimento de tantas pessoas …

 

PEC / Café: O caminho pode ser um produto diferenciação fazer?

Nazareno: Acredito neste caminho. A indústria nacional deve  valorizar um produto de qualidade diferenciada, certificado por programas como o Certifica Minas Café. Um prêmio que estimula uma inserção de mais produtores no caminho da diferenciação e valorização de seus produtos.

 

PEC / Café: Com o fim do mandato, para onde vai o pesquisador / professor Nazareno?

Nazareno: Eu estou começando o caminho de volta. Quando terminar meu mandato na reitoria terei pela frente pelo menos 8 a 10 anos de carreira, que pretendo retomar como pesquisador e professor de Cafeicultura. Este é o meu sonho, com toda  a sinceridade. Terão sido 16 anos de atividade administrativa. Fui convidado para esta área justamente para tentar reproduzir na Ufla o modelo que nós  vínhamos implementando no Setor de Cafeicultura. Também não tenho qualquer pretensão política. Vou voltar para a pesquisa, que foi o que sempre gostei.  

 

PEC / Café: Ganha a pesquisa cafeeira com o seu retorno …

Nazareno: Ganho também em qualidade de vida, em fazer o que mais gosto nos anos que faltam para eu encerrar minha carreira …. Se Deus quiser!