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Representantes da Fundação de Desenvolvimento do Café do Cerrado (Fundaccer) estiveram reunidos na sede do Polo de Excelência do Café (PEC/Café), em Lavras (MG), nesta quinta-feira (21), para articularem ações conjuntas de pesquisa e inovação para a região do Cerrado. Na oportunidade, o gerente executivo do PEC/Café Edinaldo José Abrahão e o coordenador, Rubens José Guimarães, foram convidados a participar do comitê diretor e técnico da Rede de Pesquisa do Café do Cerrado, iniciativa do Departamento de Pesquisa da Fundaccer. Por sua vez, a Fundação, que também é mantenedora do Centro de Excelência do Café, em Patrocínio, demonstrou interesse em participar do comitê gestor do Polo de Excelência do Café, por compartilhar da mesma busca pela excelência da cafeicultura mineira.
Juliano Tarabal, superintendente da Fundaccer, apresentou as ações e desafios do Café do Cerrado dentro de um amplo programa de qualificação dos pequenos cafeicultores. Diferente da imagem que o Café do Cerrado apresenta, existe nesta região, como nas demais regiões produtoras, a predominância de sistemas de produção familiares e em pequenas propriedades. Neste sentido, uma das demandas compartilhadas está a necessidade de georeferenciar as regiões produtoras, para o levantamento do parque cafeeiro e distinção de suas características de bebida.
Na visão do coordenador do Departamento de Pesquisa da Fundaccer, Jefferson Gitirana, o Programa de Pesquisa em Rede, voltado fundamentalmente para as demandas do Café do Cerrado, servirá de base para o fortalecimento e perenização da cafeicultura em suas diversas micro regiões. A idéia é que haja um levantamento das demandas para servir de orientação às pesquisas aplicadas, resultando em um guia de recomendação para os cafeicultores. “Esta base científica precisa ser fortalecida, com mais agilidade e funcionalidade de pesquisas em campo”, ressalta.
Visão compartilhada
Em sua explanação, Abrahão destacou a importância do PEC/Café em ampliar suas parcerias, já que sua missão é a busca pela excelência em pesquisa cafeeira em todo o Estado, baseado em uma rede social de competência com foco em conhecimento e inovação. “O Polo está sediado no Sul de Minas, mas não é do Sul de Minas. Somos um articulador de pessoas e idéias voltadas para o fortalecimento da cafeicultura em todas as regiões de Minas”, enfatiza.
Esta idéia de integração também é defendida por Guimarães. “O Polo representa a agregação de competências de modo a atender as demandas regionais, respeitando suas especificidades, mas pensando no fortalecimento da cafeicultura como um todo. Esta visão deve ser integrada, ampliada e sustentada ao logo do tempo”, complementa.
Polo de Excelência do Café

