Fundação Neumann fortalece parcerias para ampliação de projetos no Brasil

 

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Agora oficialmente instalada no país, a Fundação Hanns R. Neumann do Brasil está em uma fase de estreitar as relações com instituições de ensino, pesquisa e extensão para ampliação de projetos voltados ao fortalecimento da cafeicultura familiar. A Fundação Hanns R. Neumann é uma iniciativa da Neumann Kaffee Gruppe, líder mundial em comercialização de café, com sede em Hamburgo, Alemanha.  

Nesta terça-feira (26), representantes do Grupo Neumann e de instituições como Universidade Federal de Lavras (UFLA), EPAMIG, EMATER e Polo de Excelência do Café (PEC/Café) se reuniram na reitoria da UFLA para firmar um acordo de cooperação técnica voltado para o fortalecimento de projetos com foco na cafeicultura familiar no Brasil. Também deverá ser criado um Conselho Consultivo, com suas respectivas representações, visando acompanhar os projetos atuais e contribuir para a prospecção de demandas futuras.    

A reunião contou com a presença do diretor executivo da Fundação Hanns Neumann - Michael Opitz, o representante da Exportadora Stockler – Osmar Moraes e o coordenador do Projeto Força Café – Magno Reis. Também participaram da reunião o coordenador do Projeto Força Café em Lambari – Alexandre Miranda e os consultores Hélio Cruz e Patrik Avelar Lage. Representando o setor de ensino, pesquisa e extensão, o reitor da Ufla - Antônio Nazareno Mendes, o gerente executivo do Polo de Excelência do Café – Edinaldo José Abrahão, o chefe da Unidade de Pesquisa Sul de Minas/Epamig – Gladyston Rodrigues Carvalho, gestores do Circuito Sulmineiro e Concurso Estadual de Qualidade do Café (EMATER) – Marcos Antônio Canestri e Marcos Fabri Júnior.

Pesquisador do Instituto Agronômico (IAC), Sérgio Parreiras Pereira fez uma explanação sobre os números da cafeicultura no Brasil, ressaltando que diferente da imagem do Brasil no exterior, 70% das propriedades cafeeiras são de pequenos agricultores, com menos de 20 hectares, sendo em grande maioria conduzidas no sistema familiar.   

Reduzindo as diferenças

Com orçamento anual superior a 11 milhões de reais, divididos em projetos realizados em 11 países produtores, as ações da Fundação Hanns R. Neumann objetivam reduzir a distância entre o setor produtivo e os países consumidores, contribuindo para o aumento da competitividade da cafeicultura familiar em países em desenvolvimento. No Brasil, desde 2007, é conduzido o projeto Força Café, em Santo Antônio do Amparo, sob os princípios de fortalecer e orientar cerca de 350 famílias produtoras de café, em 12 comunidades. Os municípios de São Francisco de Paula e Lambari também estão sendo contemplados com a expansão do Projeto Força Café, que deverá englobar ainda, numa próxima fase os municípios de Perdões, Cana Verde e Ribeirão Vermelho.

Um papel importante da Fundação Hanns R. Neumann é a de chamar a atenção das torrefações globais, sobretudo grandes empresas de base familiar, para que façam a sua parte perante a insistente crise que assola o setor há quase uma década. Para Michael Opitz, os projetos ajudam a divulgar nos países consumidores a verdadeira realidade vivenciada pelos cafeicultores, com seus problemas e desafios. Ele comemora os resultados do Projeto Força Café nas propriedades participantes em Santo Antônio do Amparo, como o aumento da produtividade, melhoria da qualidade, acesso a economias de escalas, melhoria da gestão o e fortalecimento do associativismo.

Certifica Minas Café para o mundo   

Aproveitando a oportunidade de interação com o Grupo Neumann, Edinaldo Abrahão (PEC/Café) lançou o desafio à Exportadora Stockler, braço da Neumann no Brasil, para aderir ao programa Certifica Minas Café, com o pagamento de um prêmio aos cafés certificados pelo Governo de Minas. Representante da Stockler, Osmar Moraes disse que a empresa já estuda esta possibilidade, podendo resultar de um trabalho de conscientização das torrefadoras internacionais sobre a realidade da cafeicultura brasileira. “Por uma conta simples, pode-se perceber que, em muitos casos, os pequenos cafeicultores não recebem nem mesmo um salário mínimo pela dedicação à atividade”, ressalta.      

 

 

 

 

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