Archive for março, 2010

Sérgio Pedini é o novo reitor do Instituto Federal do Sul de Minas

terça-feira, março 30th, 2010

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Será homologada nesta quarta-feira (31) a nomeação de Sérgio Pedini para o cargo de reitor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas (IF - Sul de Minas), eleito com 3.031 votos de representantes dos campi de Machado, Muzambinho e Inconfidentes. Até a data da posse, em 1º de junho, Pedini continua como pró-reitor de Ensino, cargo que exerce desde 2008, com a criação dos Institutos Federais. A reitoria, sediada em Pouso Alegre, interliga toda a estrutura administrativa de um modelo inovador de educação.

Com uma proposta de gestão participativa e o compromisso de atuar para o desenvolvimento regional, o IF – Sul de Minas evolui em consonância com as transformações da sociedade e a emergência de novas demandas profissionais. Amparado pelo tripé articulado entre ensino, pesquisa e extensão, oferece cursos de ensino médio integrado, técnico, cursos superiores de tecnologia, licenciatura, especialização, pós-graduação e cursos de educação à distância. Além dos campi de Machado, Muzambinho e Inconfidentes, mantém unidades avançadas e polos de rede nas cidades da região, além de estar prevista a expansão para Poços de Caldas, Pouso Alegre e Passos.

Engenheiro agrônomo com Mestrado em Administração e Doutorando em andamento no Departamento de Administração e Economia da Universidade Federal de Lavras (UFLA), Pedini especializou-se em temáticas que envolvem a administração rural, cafeicultura familiar, agroecologia, certificação e mercado solidário. Iniciou na carreira docente em 1999, na Escola Agrotécnica Federal de Machado, hoje IF. Ciente do desafio que a reitoria do IF – Sul de Minas reserva, Pedini ressalta que deverá se apoiar nos princípios da gestão coletiva, com uma atuação baseada nas demandas dos segmentos estratégicos da sociedade.

Com atuação em 178 municípios do Sul de Minas, onde o café é forte gerador de emprego e renda, este deverá ser um foco de projetos de pesquisa, programas de transferência de tecnologia, além de incentivar a abertura de novos cursos técnicos e científicos. De acordo com Pedini, já está sendo elaborado um projeto para a criação do Mestrado Profissional na área de Sistema de Produção Agropecuária, com ênfase em cafeicultura e meio ambiente.

Na área de pesquisa, a ideia é promover uma maior interação com os demais institutos e universidades, na busca por um modelo de cooperação multidisciplinar e multiinstitucional. “Com foco na pesquisa aplicada e contando com 42 doutores docentes, o IF – Sul de Minas coloca-se a disposição para novos projetos e interação com profissionais de todas as áreas do conhecimento”, destaca. Para Pedini, a participação no comitê gestor do Polo de Excelência do Café (PEC/Café) também deverá ser ampliada, com a possibilidade de novas formas de articulação em projetos inovadores e de capacitação profissional.     

 

Modelo de Inovação  

Em 2008, o governo federal ousou em um programa de educação que transformava em Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia os 31 centros federais de educação tecnológica (Cefets), 75 unidades descentralizadas de ensino (Uneds), 39 escolas agrotécnicas, sete escolas técnicas federais e oito escolas vinculadas a universidades que faziam parte da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica.

No Sul de Minas, o Instituto Federal é resultado da união das antigas Escolas Agrotécnicas Federais de Inconfidentes, Machado e Muzambinho, tradicionais centros de excelência na oferta de ensino médio e técnico. Atualmente, são 4.725 alunos, 164 professores e 269 funcionários divididos nas três unidades sulmineiras.

Com cem anos de atuação, a Rede Federal recebe do Ministério da Educação um investimento superior a um bilhão de reais para a sua expansão. Em todo o Brasil são 38 unidades, com mais de 300 campi em todos os Estados. Para 2010, a previsão é que estejam em funcionamento 354 unidades, com número superior a 500 mil alunos em todo o país e a geração de mais de cinco mil novas vagas de emprego. No plano de expansão do IF – Sul de Minas, estima-se a abertura de aproximadamente 180 novas vagas para docentes.

 

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Novas interações fortalecem a missão do Polo de Excelência do Café

segunda-feira, março 29th, 2010

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“Promover condições para o desenvolvimento competitivo sustentável do agronegócio café de Minas Gerais, por meio da interação de competências institucionais, capacitação de recursos humanos, estímulo à capacidade de inovação e geração de negócios de alto valor agregado”. Assim está sintetizada a missão do Polo de Excelência do Café (PEC/Café), que a cada dia consolida-se como agente articulador de idéias voltadas para o desenvolvimento de inovações para o sistema agroindustrial do café. Porém, esta nova abordagem não visa despertar apenas novas competências para o setor, mas, sobretudo, possibilitar aos profissionais de todas as gerações novas formas de interação e compartilhamento do conhecimento.

Na sexta-feira (26), o PEC/Café recebeu a visita de dois profissionais que acumulam uma rica experiência em uma vida dedicada ao café. Lourenço Del Guerra, atualmente consultor em projetos e planejamentos no pós-Colheita, e Antônio José Ernesto Coelho, engenheiro agrônomo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), confirmam que o entusiasmo é o elemento fundamental para a liderança mundial em cafeicultura.    

Lourenço Del Guerra é prova de que a articulação de competências e a relação entre universidade-empresa é um caminho possível para o desenvolvimento de inovações tecnológicas em projetos pós-colheita. Representante da empresa Pinhalense por 38 anos, Lourenço manteve-se em constante parceria com as universidades de ciências agrárias para troca de conhecimento e prospecção de demandas. Atualmente focado em projetos de consultoria, busca no PEC/Café novas possibilidades de interação entre pesquisa e inovação.

Lourenço acompanhou a evolução dos equipamentos e reconhece a carência de trabalhadores habilitados para operá-las. Também participou do desenvolvimento de máquinas para atender a demanda do pequeno produtor, que também acabou favorecendo médios e grandes produtores no equacionamento de pequenos lotes. Otimista por princípio e propagador da idéia de que só se aprende fazendo, acredita que a profissionalização do setor e o atendimento a novas exigências do mercado deverão contribuir para um novo patamar de eficiência econômica na atividade.

Na visão de Antônio Ernesto, o Sul de Minas representa o maior reservatório de competências em cafeicultura, além de uma vocação natural para a produção de diferentes tipos de café de qualidade. Atualmente, dedica-se ao levantamento do acervo técnico e cientifico existente no Sul de Minas. Com a experiência de 42 anos trabalhando com o café, boa parte no Instituto Brasileiro do Café (IBC), ressalta a necessidade de identificar peculiaridades nas diferentes regiões produtoras, para a formalização de celeiros de qualidade. “Quanto mais a qualidade regional for destacada, o Estado será ainda mais evidenciado”, afirma.          

 

 

 

 

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São Sebastião do Paraíso inicia o Circuito Mineiro de Cafeicultura 2010

quinta-feira, março 25th, 2010

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Teve início nesta quinta-feira (25), no Parque de Exposições de São Sebastião do Paraíso, a primeira etapa do Circuito Mineiro de Cafeicultura. Em sua 12ª edição, o evento terá até o mês de novembro mais de 35 etapas nas principais regiões produtoras do Estado, sendo 25 no Sul de Minas. Com a participação de uma média de oito mil cafeicultores e abrangência de mais de 100 municípios, consolida-se como um dos maiores e mais tradicionais eventos de extensão. A escolha de São Sebastião do Paraíso para o lançamento do Circuito faz parte das comemorações de 50 anos de fundação da Cooparaíso, cooperativa de cafeicultores com mais de cinco mil associados e presente em 12 municípios. 

O Circuito Mineiro de Cafeicultura é uma ampliação do Circuito Sul Mineiro de Cafeicultura, realizado desde 1999 em parceria entre a UFLA e EMATER-MG. Também representa a descentralização do Encontro Sulmineiro de Cafeicultura, evento realizado entre 1995 a 1999 e que deu origem ao Circuito, como uma sugestão dos próprios cafeicultores.   

Para o coordenador técnico regional da Emater/MG, Marcos Fabri Júnior, o Circuito Mineiro de Cafeicultura não é um evento fim, mas um instrumento de divulgação e transferência do conhecimento a um número expressivo de cafeicultores. A descentralização do evento para os municípios produtores faz com que a informação siga o caminho inverso para atender ao público de referência. Além de apresentar novas tecnologias, cada etapa do Circuito serve como ferramenta de prospecção de demandas, com a construção de um diagnóstico participativo da cafeicultura mineira.

De acordo com Marco Antônio Canestri, gerente da unidade regional da Emater em Lavras, a programação de cada etapa do Circuito é elaborada a partir de temas previamente sugeridos pelos próprios cafeicultores, sinalizando a demanda tecnológica de cada região. Além do tema de interesse, também é levada em consideração a linguagem adotada nas palestras, para que as informações sejam repassadas com eficiência para todos os participantes. Para este ano, temas como gestão, mecanização de pequenas propriedades e manejo sócio-ambiental deverão fazer parte das programações.

Muitas das tecnologias divulgadas no Circuito chegam efetivamente ao campo, depois da apresentação de seus benefícios e comprovação de agregação de valor ao café produzido. Um destes exemplos foi o terreiro de lama asfáltica, cuja aplicação já é estimada em mais de um milhão de metros quadrados. O Concurso Estadual de Qualidade também foi uma demanda levantada pelos participantes do Circuito, após intensivo debate sobre a necessidade de aumentar a qualidade do produto, de valorização pelo produto diferenciado e de ampliação de canais de comercialização.

O Circuito Mineiro de Cafeicultura também serviu para conscientizar os cafeicultores sobre a importância da certificação das propriedades, como ferramenta de divulgação do programa estruturador Certifica Minas Café. Hoje o Circuito faz parte das ações de extensão do programa de certificação mineiro, contribuindo para a evolução das propriedades participantes.

Na avaliação do professor de cafeicultura da UFLA, Rubens José Guimarães, um dos idealizadores do Circuito, o evento cumpre ao objetivo de aproximar os elos da cadeia, facilitando a comunicação entre produtores, pesquisadores e extensionistas. Para ele, prova da eficácia e sucesso do programa está nos números de participantes e na frequência das etapas realizadas. “O Circuito é uma idéia inteligente e eficaz, pois consegue transmitir o conhecimento gerado nas universidades e centros de pesquisas de forma codificada, com uma linguagem acessível ao cafeicultor”, destaca.     

O evento é uma realização da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa),  Emater-MG e Universidade Federal de Lavras (UFLA), com apoio da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Polo de Excelência do Café (PEC/Café), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia e Centro de Excelência do Café Sul de Minas. É realizado com a participação dos conselhos municipais de desenvolvimento rural sustentável, cooperativas de cafeicultores, prefeituras, câmaras municipais e sindicatos rurais. 

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Programa Certifica Minas Café acompanha evolução dos produtores

segunda-feira, março 22nd, 2010

 

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Os resultados do Programa Certifica Minas Café podem ser comemorados não apenas pela crescente adesão de produtores, mas, sobretudo, pela evolução das primeiras propriedades certificadas. Parte deste desempenho pode ser justificada pela participação dos técnicos da EMATER-MG na seleção, acompanhamento e orientação aos produtores, além de contribuírem efetivamente para a construção das normas que regem o programa. No mês de março, foram programadas reuniões nas diferentes regiões de atuação, para uma avaliação dos critérios de referência e desafios para a próxima fase do programa. No Sul de Minas, a reunião foi realizada no anfiteatro do setor de cafeicultura da Universidade Federal de Lavras (UFLA), no dia 05 de março.

O Certifica Minas Café é um dos programas estruturadores do Governo de Minas, coordenado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SEAPA), com a finalidade de atestar a conformidade das propriedades produtoras de café quanto às exigências do comércio mundial. Com a execução técnica da EMATER-MG, o gerenciamento do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e a auditoria da certificadora internacional IMO Control, da Suíça, promove o aperfeiçoamento contínuo da gestão da propriedade cafeeira, sendo uma alternativa democrática e acessível para todos os cafeicultores mineiros.

Presente na reunião, Bernardino Cangussu Guimarães, assessor especial na área de cafeicultura da SEAPA, destacou o desempenho atual das 362 primeiras propriedades certificadas, quando comparadas ao início do programa em 2008. No início, 49% das propriedades atendiam a menos de 85% do total de critérios avaliados, em 2009, este número foi reduzido para 24% das propriedades. Em comparação, o número de fazendas com melhores resultados, com o atendimento superior a 90% dos critérios, saltou de 27% em 2008, para 44% em 2009.  

Na avaliação do coordenador técnico estadual e gestor do programa Certifica Minas Café pela EMATER-MG, Julian Silva Carvalho, esta evolução demonstra a maturidade dos produtores quanto à melhoria do processo produtivo. Segundo ele, os produtores atendidos passam a ver o programa como um auxílio à gestão da propriedade, resultando inclusive em maior conscientização ambiental. Além disso, destaca o entusiasmo e envolvimento dos extensionistas que também passaram a ter uma nova visão sobre a certificação. 

 

 

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Avanços consolidados e estratégias futuras

Em 2009, o Certifica Minas Café certificou 641 novas propriedades, ampliando para 1024 o número de propriedades certificadas em todo o Estado. A estimativa para 2010 é que este número chegue a 1200 e, em 2011, a 1500, ampliando a oportunidade de valorização do produto mineiro. Ao todo são 1800 propriedades atendidas pelo programas, dentre as já certificadas e em processo de certificação.  

Para 2011 novas mudanças estão sendo planejadas, como o aumento dos critérios impeditivos ligados, sobretudo, à preservação das águas. Na avaliação de Cangussu, o importante é que o Programa está sendo ajustado com a contribuição e visão de campo dos extensionistas. Além disso, os próprios produtores já entenderam os princípios que norteiam a certificação mineira, tendo como principal benefício a melhoria da gestão da propriedade.

Vale ainda ressaltar a interação entre os programas Certifica Minas Café e o Programa Cafés Sustentáveis da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), que propicia uma nova forma de comercialização do café certificado mineiro. Esta parceria reforça o papel articulador do Governo de Minas, por meio do Polo de Excelência do Café (PEC/Café), em sua missão de promover o desenvolvimento competitivo e sustentável do agronegócio café em Minas Gerais.  

  

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Rede Social do Café celebra um milhão de visitas

terça-feira, março 16th, 2010

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A prática da construção coletiva do conhecimento em café tem revolucionado o modo como as informações são processadas. A Comunidade “Manejo da Lavoura Cafeeira”, no Peabirus, acaba de atingir a marca de um milhão de acessos. Com 1230 membros e a participação ativa de colaboradores, a comunidade se consolida como ferramenta de relacionamento para agregar conhecimento, inovação e competitividade dentro do sistema agroindustrial do café. A Comunidade faz parte da Rede Cafés do Brasil, que foi uma iniciativa do Consórcio Pesquisa Café e Conselho Nacional do Café (CNC).

“Cada integrante não é apenas um consumidor de conteúdo, mas sim a seiva vital do sistema. O conhecimento, o poder e a capacidade produtiva nunca estiveram tão dispersos e compartilhados na historia do mundo”, comemora o mediador da Comunidade Sérgio Parreiras Pereira, pesquisador científico do Instituto Agronômico (IAC). Para ele, a marca de um milhão de acessos se deve ao princípio da inteligência coletiva e do capital social. Vale destacar que o crescimento desta rede social já caminha de forma exponencial, atingindo 500.000 visitas nos últimos nove meses.

Este sucesso também é justificado pela troca dinâmica de informações que tem incentivado o debate acerca das tecnologias geradas pela pesquisa, o contexto vivenciado pela atividade e as diferentes visões dos setores. A Comunidade acompanha as novas exigências advindas com a globalização, tecnologias modernas de informação e acirramento da competitividade. Tem como foco a integração e a cooperação entre atores econômicos e sociais, com o incentivo para que exista um fluxo contínuo de informação entre eles.

Criada em 28 de junho de 2006, a comunidade foi acessada a partir de 92 países, dos cinco continentes, além de visitas de mais de 473 cidades brasileiras. Desde agosto de 2007, o desempenho da comunidade recebe o acompanhamento estatístico do programa Google Analytics, com a construção de gráficos e indicadores de crescimento. Por meio do programa é possível identificar que a maioria do tráfego de visitas ocorre por meio de mecanismos de pesquisa, acesso direto ao site e direcionamentos por meio de sites de referência.

Diariamente, a Comunidade disponibiliza as informações mais relevantes para o setor, servindo como um filtro inteligente no amaranhado de notícias que caracterizam a sociedade do conhecimento. Ao todo já são quase três mil tópicos apresentados, com a troca de experiências entre participantes das principais regiões cafeeiras e diferentes setores do agronegócio. Mas a grande diferença é que as notícias postadas não seguem a forma linear da elaboração à leitura passiva, mas recebe a participação crescente dos participantes da comunidade, com total liberdade para a exposição de diferentes visões sobre os fatos.

Ainda na avaliação do mediador, Sérgio Pereira, a provocação desses debates tem reduzido a barreira à inovação, com a construção de conteúdos e de conhecimento de forma coletiva e participativa. “A comunidade Manejo da Lavoura Cafeeira faz parte do dia a dia de muitas pessoas. Recebo mensagens de usuários, alguns que nunca tive oportunidade de conhecer pessoalmente, por vezes perguntando, cumprimentando e também criticando. É na divergência de pensamentos que se concentra a construção coletiva. O método dialético é experimentado via Internet. Procuramos construir praças publicas no lugar de jardins murados”, destaca.

Para acessar a Comunidade: CLIQUE AQUI

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COFFEE SCIENCE recebe novo conceito no Qualis CAPES

quinta-feira, março 11th, 2010

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Além de uma nova capa eleita pelos participantes do Simpósio dos Cafés do Brasil, em Vitória-ES, o próximo número da Coffee Science, única revista científica brasileira especializada em cafeicultura, será vinculada com conceito B3 de acordo com a nova classificação de qualidade dos periódicos registrados na Coordenação de Pessoal de Nível Superior (Qualis CAPES). Com apenas quatro anos, a publicação ligada à Universidade Federal de Lavras e ao Consórcio Pesquisa Café, com o apoio do Polo de Excelência do Café (PEC/Café), tem conquistado avanços que atestam o reconhecimento de sua qualidade editorial.

Pela nova classificação Qualis Capes, foram definidos oito extratos para os periódicos: A1, A2, B1, B2, B3, B4, B5 e C, considerando o fator de impacto do Journal of Citation Report (JCR) e a inserção nas seis principais bases indexadoras da área. Coffee science recebeu esta classificação por ter conquistado a indexação em três importantes bases de dados: Scopus-Elsevier, CAB Abstracts (CABI - Commonwealth Agricultural Bureaux International) e AGRIS-FAO (International Information System for the Agricultural Sciences and Technology).

A partir deste ano, a Coffee Science passa a ser quadrimestral, tanto na versão impressa quanto eletrônica. Outra novidade é que todos os artigos terão tradução em inglês na versão on-line, facilitando a consulta por pesquisadores do mundo inteiro. Com estes avanços, o objetivo é conquistar a inserção em novas bases indexadoras para continuar evoluindo na classificação Qualis Capes. Com mais uma indexação, seja no Science Citation Index (ISI – USA) ou Scientific Electronic Library Online (Scielo), a Coffee Science poderá passar para a classificação B2.  

Na avaliação do editor chefe da publicação, professor Rubens José Guimarães, cabe ao pesquisador da área a submissão de artigos de qualidade para que o periódico continue a ocupar lugar de destaque nos cenários nacional e internacional. “Estamos conscientes da qualidade dos estudos desenvolvidos em diferentes áreas que envolvem o café como tema. A Coffee Science é cada vez é menos nossa, para ser cada vez mais do mundo”, destaca Guimarães.  

Membro da comissão editorial, Mauricio Sérgio Zacarias (Embrapa Café/Epamig) acompanha a evolução da revista desde sua concepção. Para ele, a qualificação da revista é consequência de um planejamento estruturado, com foco, escopo e metas bem definidas. Além disso, representa uma demanda real do setor, atende a um público de referência e conta com apoio institucional. Ele também ressalta a responsabilidade de tornar a publicação referência internacional, já que o Brasil é líder na produção de conhecimento em café. “A Coffee Science cresceu porque nós sabemos onde queremos chegar”, completa.  

A nova classificação da Coffee Science trará maior visibilidade às pesquisas cafeeiras, o que deverá facilitar a articulação de projetos colaborativos com novos parceiros, além de repercutir no aumento de artigos submetidos e também no impacto de suas citações. Nas versões impressa e eletrônica, Coffee Science tem por objetivo publicar artigos originais completos que contribuam para o desenvolvimento da cafeicultura nas áreas de Ciências Agrárias, Ciências Biológicas, Ciência dos Alimentos e Ciências Sociais Aplicadas, elaborados por membros da comunidade científica nacional e internacional.

 

Os artigos já editados e as normas para publicação estão disponíveis no endereço www.coffeescience.ufla.br

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Técnicos da Emater no Sul de Minas recebem orientação sobre nematóides

terça-feira, março 9th, 2010

Na quinta-feira (04), cerca de 50 técnicos da Emater/MG que atuam no Sul de Minas lotaram o anfiteatro do setor de cafeicultura da Universidade Federal de Lavras (UFLA) para receberem informações sobre os nematóides do cafeeiro. A motivação para esta capacitação partiu do alerta da Epamig para o risco de disseminação do nematóide formador de galhas Meloidogyne paranaensis, uma das espécies de nematóides mais nocivas ao cafeeiro, a partir de focos já identificados no Estado. O encontro de capacitação foi organizado pela Emater e Basf.

A reunião contou com a palestra do professor e nematologista Mário Inomoto, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), que abordou o tema enfatizando os dois principais nematóides do cafeeiro: nematóides de galhas (Meloidogyne sp) e nematóides das lesões (Pratylenchus sp) destacando os sintomas e algumas medidas de controle. O professor Inomoto é editor da revista científica Nematologia Brasileira. Também participaram do debate a pesquisadora da Epamig Sônia Maria de Lima Salgado e o professor da UFLA Vicente Paulo Campos, ambos nematologistas.

Em suas considerações, Sônia Salgado ressaltou aos técnicos da Emater a importância de conhecer os sintomas que auxiliam na identificação da presença de M. paranaensis. A pesquisadora que já apresentou um alerta à Câmara Setorial do Café de Minas Gerais, chamou mais uma vez a atenção para o tema na última reunião da Câmara Técnica de Defesa Agropecuária de Minas Gerais, realizada no dia 24 de fevereiro. Ela aponta para a necessidade de iniciar um programa estadual de cooperação técnica multiinstitucional e multidisciplinar para a contenção da praga. Ela enfatiza a necessidade de estudo para verificar a possibilidade de disseminação do nematóide a partir de focos já localizados, aliado à fiscalização e conscientização dos produtores.

Desde 2003, quando a espécie M. paranaensis foi detectada na região do Alto Paranaíba (Patrocínio) e, em 2004, no Sudoeste do Estado (Piumhi), a cafeicultura deve estar em alerta para o risco de sua disseminação. “O que se percebe é o aumento da sensibilização para a transferência do conhecimento sobre o tema, com a abertura de debates sobre medidas de prevenção e controle”, destaca Sônia Salgado. O nematóide é facilmente disseminado por meio de mudas, circulação de máquinas e implementos com solo infestado e água da chuva.

Na avaliação do coordenador técnico regional da Emater/MG, Marcos Fabri Júnior, a capacitação dos técnicos é uma ação pró-ativa da empresa diante do risco que o nematóide representa. Ele ressaltou que a cafeicultura de Minas, em grande parte de base familiar, já convive com problemas de ordem financeira e, a chegada de nematóides poderia inviabilizar a atividade. “Chega de problemas, sobretudo insolúveis como este”, reforça.

Como identificar

A identificação da presença de nematóides no campo é dificultada pelo parasitismo interno nas raízes das plantas. O produtor deve ficar atento à presença de reboleiras de plantas com sintomas de deficiência mineral e desfolha, mesmo em condições adequadas de adubação, pois podem ser resultado do ataque de nematóides nas raízes. Em caso de suspeita, deve ser realizada amostragem periódica de solo e de raízes para exame em laboratório especializado. Em Minas, esta análise pode ser feita no laboratório do Instituto Mineiro Agropecuário (IMA) e nos laboratórios das Universidades Federais de Lavras, Viçosa e Uberlândia (UFLA, UFV e UFU).

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Café é prioridade em cooperação entre Brasil e República Democrática do Congo

quarta-feira, março 3rd, 2010

 

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O conhecimento sobre o café e as tecnologias desenvolvidas em Minas Gerais são focos prioritários de um acordo firmado em 2007, de cooperação em extensão universitária entre a Universidade Federal de Lavras (UFLA) e a Université Libre des Pays des Grands Lacs (ULPGL), em Goma, na República Democrática do Congo. Em visita ao Brasil, o reitor congolense Kambale Karafuli visitou a sede do Polo de Excelência do Café (PEC/Café), no setor de cafeicultura da UFLA, nesta terça-feira (2).

Acompanhado pelo professor Gilmar Tavares, do Departamento de Engenharia da UFLA, Karafuli expôs a esperança de que a retomada da atividade cafeeira possa representar ao país africano uma forma de recontrução de uma sociedade castigada pelos infortúnios de uma longa guerra civil. A República Democrática do Congo já foi um país exportador de café de qualidade, com grande influência na economia nacional.

Após anos de guerras, ditaduras e ruínas, a atividade agrícola decresceu substancialmente. Acompanhou a situação penosa de milhões de vidas perdidas, o caos da infraestrutura e as crises econômicas fora do controle. Porém, em tempos de renovação, existe a tentativa de retomada das atividades. É o caso da cafeicultura e do papel social que a atividade congrega, possibilitando emprego e renda para milhões de trabalhadores a espera de oportunidade.

Neste sentido, a parceria entre UFLA e ULPGL engloba projetos colaborativos para a transferência de tecnologia ao país africano. Dentre os projetos, a troca de informações e experiências sobre o sistema agroindustrial do café, sobretudo desenvolvido em Minas Gerais, é um dos motivadores da cooperação. Tavares lembra que o país é cercado por tradicionais produtores de café, tendo sido destacada pelos solos vulcânicos, com potencial para uma cafeicultura de altitude e de excelente qualidade.    

“Lembro-me do período escolar, quando antes das aulas eu também trabalhava nas colheitas de café, podendo comprar livros com o dinheiro que recebia”, rememora Karafuli. O reitor resgata lembranças dos anos 70 e 80, quando o café era importante produto de exportação e de grande relevância social. “Queremos retomar este tempo, em que o café era o ouro verde do nosso país”, enfatiza.

 

O Polo de Excelência do Café deseja que o café possa representar a reconstrução de uma nova sociedade, próspera e frutífera.  

 

Conheça a Université Libre des Pays des Grands Lacs (ULPGL): Clique AQUI

 

Para informações demográficas e históricas da República Democrática do Congo: Clique AQUI

 

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