Café é prioridade em cooperação entre Brasil e República Democrática do Congo

 

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O conhecimento sobre o café e as tecnologias desenvolvidas em Minas Gerais são focos prioritários de um acordo firmado em 2007, de cooperação em extensão universitária entre a Universidade Federal de Lavras (UFLA) e a Université Libre des Pays des Grands Lacs (ULPGL), em Goma, na República Democrática do Congo. Em visita ao Brasil, o reitor congolense Kambale Karafuli visitou a sede do Polo de Excelência do Café (PEC/Café), no setor de cafeicultura da UFLA, nesta terça-feira (2).

Acompanhado pelo professor Gilmar Tavares, do Departamento de Engenharia da UFLA, Karafuli expôs a esperança de que a retomada da atividade cafeeira possa representar ao país africano uma forma de recontrução de uma sociedade castigada pelos infortúnios de uma longa guerra civil. A República Democrática do Congo já foi um país exportador de café de qualidade, com grande influência na economia nacional.

Após anos de guerras, ditaduras e ruínas, a atividade agrícola decresceu substancialmente. Acompanhou a situação penosa de milhões de vidas perdidas, o caos da infraestrutura e as crises econômicas fora do controle. Porém, em tempos de renovação, existe a tentativa de retomada das atividades. É o caso da cafeicultura e do papel social que a atividade congrega, possibilitando emprego e renda para milhões de trabalhadores a espera de oportunidade.

Neste sentido, a parceria entre UFLA e ULPGL engloba projetos colaborativos para a transferência de tecnologia ao país africano. Dentre os projetos, a troca de informações e experiências sobre o sistema agroindustrial do café, sobretudo desenvolvido em Minas Gerais, é um dos motivadores da cooperação. Tavares lembra que o país é cercado por tradicionais produtores de café, tendo sido destacada pelos solos vulcânicos, com potencial para uma cafeicultura de altitude e de excelente qualidade.    

“Lembro-me do período escolar, quando antes das aulas eu também trabalhava nas colheitas de café, podendo comprar livros com o dinheiro que recebia”, rememora Karafuli. O reitor resgata lembranças dos anos 70 e 80, quando o café era importante produto de exportação e de grande relevância social. “Queremos retomar este tempo, em que o café era o ouro verde do nosso país”, enfatiza.

 

O Polo de Excelência do Café deseja que o café possa representar a reconstrução de uma nova sociedade, próspera e frutífera.  

 

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 Polo de Excelência do Café 

http://excelenciacafe.simi.org.br/

 

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