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Os Polos de Excelências criados pelo governo de Minas, vinculados à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SECTES) contemplam setores estratégicos nos quais o Estado detém liderança ou tradição, além de reconhecida competência na geração, difusão e aplicação de conhecimentos científicos e tecnológicos. Este é o caso do Polo de Excelência do Café (PEC/Café), instalado na Universidade Federal de Lavras (UFLA) e do Polo de Excelência de Eletrônica e Telecomunicações (PE-ET), localizado no Vale da Eletrônica, em Santa Rita do Sapucaí.
Com o intuito de conhecer a trajetória do PEC/Café, a gerente executiva do PE-ET, Juliana Cortez de Sá Camposilvan e o presidente da Fundação Instituto Nacional de Telecomunicações (Finatel), professor Adonias da Silveira, visitaram o setor de cafeicultura da UFLA, em reunião realizada na última quinta-feira (29). O café foi o primeiro setor a ser contemplado com a criação do Polo de Excelência, em 2007, e o PE-ET é o mais recente, com seis meses de atuação.
Durante as apresentações de seus planejamentos estratégicos, algumas diferenças ficam evidenciadas. Enquanto no PEC/Café o alinhamento entre os elos acadêmico e governamental tem reconhecida tradição, no PE-ET o vínculo mais fortalecido está na relação entre as universidades e as empresas. Nos dois casos, parte-se do princípio norteador de que uma melhor articulação entre universidades e empresas, com uma atuação mais efetiva do governo, representa uma influência direta no desenvolvimento da inovação e no processo de transferência de tecnologia.
Aliás, a inovação é outra diferença entre os dois Polos. Enquanto o PEC/Café objetiva despertar nos segmentos do sistema agroindustrial do café a busca sistemática por inovações tecnológicas a partir do conhecimento, incentivando um novo papel dentro das universidades e uma cultura empreendedora entre os pesquisadores, a inovação é a matéria prima mais conhecida no Vale da Eletrônica. Ao todo, são mais de 150 empresas de base tecnológica, sendo que muitas delas tiveram origem em incubadoras do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel) ou no Programa Municipal de Incubação Avançada. Outra diferença é que o PE-ET nasce de uma experiência de sucesso de um Arranjo Produtivo Local (APL), que representa a articulação de empresas e o aproveitamento das sinergias geradas por suas interações para a criação de vantagens competitivas duradouras.
Mas a interação entre os POLOS não apresenta apenas diferenças em suas estratégias e concepções. De acordo com o gerente excutivo do PEC/café, Edinaldo José Abrahão e com o coordenador do projeto de criação, professor Rubens José Guimarães, muitos projetos que estão sendo desenvolvidos para o café necessitam de tecnologias geradas por especialistas em eletrônica e telecomunicações. Por outro lado, o conhecimento em cafeicultura e agricultura de precisão poderá fomentar novas linhas de pesquisa em projetos do PE-ET. O georreferenciamento do parque cafeeiro poderá ser um exemplo prático para aplicar esta sinergia. “Percebe-se que a relação entre as competências distintas poderá resultar em projetos complementares”, reforça o professor Rubens.
A reunião para a aproximação entre os POLOS teve como resultado uma sensação comum entre os participantes: a de que esta interação está apenas começando!
Polo de Excelência do Café
http://excelenciacafe.simi.org.br/ 
