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Atentos ao risco de disseminação do nematóide formador de galhas Meloidogyne paranaensis em lavouras cafeeiras do Estado de Minas Gerais, nematologistas e representantes de importantes instituições de pesquisa, ensino e extensão do Estado se reuniram, na última quarta-feira (26), na sede do Polo de Excelência do Café (PEC/Café), no setor de Cafeicultura da Universidade Federal de Lavras (UFLA), para delineamento de ações de pesquisa em levantamento e distribuição de espécies de nematóides mais nocivas ao cafeeiro.
O encontro ressaltou a importância de se iniciar um programa de cooperação técnica envolvendo instituições e profissionais de diferentes áreas para o levantamento dos focos de infestação visando subsidiar medidas de prevenção e controle da praga em todas as regiões produtoras do Estado. A proposta será encaminhada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais (SECTES), por meio do PEC/Café, sob a coordenação da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG).
A reunião contou com a presença dos professores Vicente Paulo Campos (Nematologista), Rubens José Guimarães (Fitotecnia/Cafeicultura) e Edson Ampelo Pozza (Epidemiologista) - Universidade Federal de Lavras (UFLA); da professora Maria Amélia dos Santos (Nematologista – Universidade Federal de Uberlândia - UFU); professora Rosângela D’Arc Lima Oliveira (Nematologista – Universidade Federal de Viçosa - UFV) e das pesquisadoras da EPAMIG, Sônia Maria de Lima Salgado (Epamig/Lavras) e Luciany Favoreto (Epamig/Uberaba). Também participaram da reunião os representantes da EMATER-MG, Marcelo Felipe (coordenador Estadual de Café), Marco Antônio Canestri, Marcos Fabri Júnior e Edson Spini Logato (representantes regionais).
Na avaliação da pesquisadora da EPAMIG e coordenadora da proposta, Sônia Salgado, o levantamento conjunto e a busca por soluções são necessidades urgentes. O projeto deverá incluir o levantamento de todas as regiões cafeeiras para averiguar a extensão e distribuição dos focos, com o mapeamento de áreas de risco de disseminação, sobretudo da espécie M. paranaensis, por meio dos sistemas de informações geográficas (SIG’s). O projeto também deverá englobar estratégias de conscientização dos produtores. “As informações deverão ser repassadas aos cafeicultores buscando nivelar os conhecimentos sobre a doença e os prejuízos advindos com o avanço da infestação”, destaca a pesquisadora.
Desde que a espécie Meloidogyne paranaensis foi detectada em Minas Gerais, nas regiões do Alto Paranaíba e Triângulo Mineiro, em 2003, e na região Sudoeste de Minas em 2004, os especialistas temem pelo avanço da doença. De acordo com informações da professora Maria Amélia, na região do Triângulo Mineiro já foram identificados outros focos desse nematóide, confirmando a sua disseminação. Em nome do PEC/Café, o gerente executivo Edinaldo José Abrahão destacou a importância da agregação de competências para se evitar a disseminação do nematóide em solo mineiro, por meio de uma rede colaborativa com o alinhamento de metas e objetivos.
Fique atento
A identificação da presença de nematóides no campo é dificultada pelo seu tamanho microscópio associado ao parasitismo interno nas raízes das plantas. O produtor deve ficar atento à presença de reboleiras de plantas com sintomas de deficiência mineral e desfolha, mesmo em condições adequadas de adubação, pois podem ser resultado do ataque de nematóides nas raízes. Em caso de suspeita, deve ser realizada amostragem periódica de solo e de raízes para exame em laboratório especializado. Devem ser coletadas amostras de raízes e solo na projeção da saia do cafeeiro. A amostra deve ser colocada em saco plástico, mantida à sombra e encaminhada o mais rápido possível para análise. Em Minas, esta análise pode ser feita no laboratório do Instituto Mineiro Agropecuário (IMA) e nos laboratórios das Universidades Federais de Lavras, Viçosa e Uberlândia (UFLA, UFV e UFU).
Polo de Excelência do Café

