INOVAÇÃO: Olho Digital do Café é lançado durante a EXPOCAFÉ

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O conhecimento em sistemas tecnológicos aliado ao desenvolvimento de negócios inovadores resultou na criação do OLHO DIGITAL DO CAFÉ, sistema computacional automatizado que promete revolucionar o processo de classificação física dos grãos de café. Considerada uma etapa importante da comercialização, a classificação física influencia diretamente na precificação do café, apontando o tipo e o padrão de qualidade dos grãos. O processo de classificação automatizado visa tornar as análises mais rápidas, precisas e confiáveis, com relatórios e laudos que podem ser emitidos tanto locais quanto via Internet.

É a tecnologia aplicada ao agronegócio. Este é o foco do sistema desenvolvido pelo pesquisador da Universidade Federal de Lavras (UFLA), Igor Chalfoun, cujo projeto teve o apoio financeiro da Fundação de Amparo a Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), por meio do Polo de Excelência do Café. O projeto tem a coordenação do professor do Departamento de Administração da UFLA, Joel Yutaka Sugano. O Olho Digital do Café já é um processo patenteado e deverá estar no mercado no segundo semestre de 2010, com potencial de se tornar um novo padrão no mercado. Algumas cooperativas já sinalizaram interesse em testar o sistema, assim como entidades de classes, associações e mesmo produtores individuais. 

A idéia é facilitar o processo, reduzindo o tempo de classificação para cerca de dois minutos por amostra. O Olho Digital do Café atende com confiança as exigências das classificações físicas contidas na Instrução Normativa nº 8 do Ministério da Agricultura, que rege a classificação do café. A análise é realizada por meio de fotometria, onde cada grão é classificado individualmente, reunindo informações quanto a cor, forma, textura e topologia, em duas faces, para posterior sumarização de toda a amostra.

Segundo o idealizador, outra vantagem do sistema está na mobilidade, pois, além da automamatização das análises, disponibiliza imediantamente os laudos e relatórios de classificação, podendo ser incluindo qualquer informação de rastreabilidade do lote que a amostra pertence, bem como inserir o resultado da análise sensorial da bebida. Profissional da área de computação, Igor Chalfoun reconhece que o desenvolvimento do sistema só foi possível com a junção de competências de diferentes áreas do conhecimento e o apoio do governo para o desnevolvimento de inovações em áreas estratégicas para o Estado.

 

Acompanhe a entrevista com Igor Chalfoun:

        

 Imagem de Amostra do You Tube

 

 Polo de Excelência do Café  

http://excelenciacafe.simi.org.br/

 

 

 

 

 

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