Vital Nogueira: revolucionando a mecanização nas montanhas de Minas

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Quando se aposentou pelo Instituto Brasileiro do Café (IBC), o engenheiro agrônomo Vital Nogueira manteve sua grande paixão: a mecânica de máquinas agrícolas. O resultado desta iniciativa inovadora pode ser comprovado na EXPOCAFÈ 2010, evento que Vital participa deste a primeira edição, há 13 anos. O difícil é manter a entrevista ininterrupta em seu estande na maior feira de difusão de tecnologias e máquinas do agronegócio café, já que o inventor é frequentemente requisitado para um abraço de amigos ou para receber elogios de seus clientes.

Da turma de 1962 da Universidade Federal de Lavras (UFLA), Vital desde muito jovem demonstrava interesse por mecânica e foi naturalmente que se tornou um autodidata no assunto. Num galpão no fundo de casa, passava o tempo desenvolvendo modelos de equipamentos mais práticos para a cafeicultura. O primeiro resultado deste hobby foi um lavador de café que logo encontrou comprador. Com o dinheiro da primeira venda, comprou matéria prima para fabricar mais dois. Em pouco tempo, estava vendendo 60 lavadores em um ano, com demanda crescente e novas idéias borbulhando em sua cabeça. A cada nova safra, quando a fábrica se dedica apenas à manutenção das máquinas, certamente surgem idéias para inovações incrementais.

Desta forma foram surgindo novos produtos, sempre de olho nas demandas regionais. Lançou a abanadeira de café e mais tarde, em 2000, a derriçadeira de café que se tornou um sucesso de vendas. Prática e de simples operação, já são mais de 350 derriçadeiras no campo. Com a evolução dos negócios, construiu nova fábrica e contratou mais funcionários, que hoje somam 20 em sua equipe. Para este ano, a novidade foi o lançamento da colheitadeira automotriz, adaptada às condições do Sul de Minas, com acesso a terrenos com até 30% de declividade. Ao todo já são 12 máquinas no campo em operação nesta colheita.

Com perfil empreendedor, o desenvolvimento de novos produtos acompanha a saturação do mercado. Hoje já são 2000 lavadores e mais de 750 abanadeiras com a sua marca em propriedades cafeeiras que extrapolaram os limites do Estado. Atento às tendências do mercado, Vital reconhece que a mecanização será um passo fundamental para a sustentabilidade da atividade cafeeira. Entender de café e dos detalhes do processo produtivo parece ser um grande diferencial deste artesão de máquinas, que ao contrário das grandes empresas, chega a recusar novos pedidos para se dedicar ao desenvolvimento de máquinas personalizadas para diferentes condições de campo.

Movido por inovação, Vital segue inventando máquinas que atendam às condições dos cafeicultores, seja nas montanhas sulmineiras ou no Cerrado. Atualmente, está com cinco protótipos de uma nova colheitadeira automotriz, onde testa materiais e mecanismos para facilitar ainda mais a operação de colheita. Quando perguntado sobre a velocidade da mecanização e a sua crescente necessidade, Vital calmamente a descreve como quem sempre acompanhou a evolução do mercado: “o crescimento da mecanização não é surpresa. O investimento se paga com o próprio trabalho da máquina. O custo de colheita mecanizada chega a ser 10% do custo da colheita manual. Além do custo, o benefício está na eficiência e rapidez de todo o processo. Hoje, quem pensar em produzir café tem que pensar em mecanizar, sobretudo, a colheita”, completa o inventor apaixonado por levar tecnologia às lavouras cafeeiras.

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 Acompanhe a demonstração:

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        Imagem de Amostra do You Tube

 

 Polo de Excelência do Café  

http://excelenciacafe.simi.org.br/

 

 

 

 

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