.

.
Na quarta-feira (23), o debate no Plenarinho (IV) da Assembléia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) girou em torno das políticas públicas para o setor cafeeiro. Em pauta, o Fundo Estadual do Café, que vem sendo chamado pela sigla Fecafé e deverá destinar ao setor R$ 100 milhões nos próximos três anos. A audiência pública foi convocada pelo deputado Antônio Carlos Arantes, presidente da Comissão de Política Agropecuária e Agroindustrial da ALMG, contando com a presença do secretário de Estado, Elmiro Nascimento, e os deputados Rômulo Viegas e Fabiano Tolentino.
Presente à audiência, o gerente executivo do Polo de Excelência do Café, Edinaldo José Abrahão, apresentou as ações de integração das 17 instituições que compõem o comitê gestor do Polo em torno da proposta de construção de um ambiente de inovação para o setor cafeeiro. Lembrou que Fundo Estadual do Café é o cumprimento da proposta do governador do Estado, Antonio Anastasia, que anunciou o fundo setorial durante a campanha à eleição, em agosto de 2010.
Edinaldo Abrahão também é o coordenador da comissão que analisou as ações prioritárias para o Fecafé, que contou ainda com a comissão que debateu possibilidades de origem dos recursos e formas de gestão. O relatório final foi entregue à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) em setembro de 2011, contendo oito prioridades. O Inventário do Café foi apontado como a prioridade nº 1, incluindo o mapeamento quantitativo e qualitativo da cafeicultura no Estado.
Em setembro, a Universidade Federal de Lavras recebeu da Seapa a solicitação para que fosse elaborado o projeto para o Inventário do Café, cujo resultado previu a parceria com outras instituições de pesquisa e extensão de Minas Gerais, sob a coordenação da UFLA, que possui histórico de parceria com o governo de Minas, tendo coordenado o Zoneamento Ecológico Econômico de Minas Gerais (ZEE) e o Inventário Florestal de Minas Gerais. O projeto foi entregue à Seapa e à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), tendo sido ressaltada a excelência inquestionável da UFLA para a condução do projeto.
De acordo com Edinaldo Abrahão, o custo deste inventário será o equivalente a R$ 0,15 por saca produzida no Estado em um ano, sem nenhum ônus para o produtor. Otimista com os benefícios que o inventário trará para a cafeicultura mineira, ele destaca: “Existe o temor de que o inventário, embora estratégico, deixe de ser realizado por conta de outros direcionamentos”.
Durante a audiência, o deputado Arantes demonstrou preocupação com o trabalho de georreferenciamento, lembrando que o monitoramento levantará informações estratégicas. “Informação é poder. Se esse levantamento não for bem conduzido poderá trazer problemas para o Estado”, alertou. Para Arantes, o georreferenciamento será fundamental para subsidiar políticas para o setor. “Mapear é primordial, mas é preciso ficar atento à escolha do grupo institucional que realizará a tarefa”, ressaltou, demonstrando confiança na capacidade da UFLA em coordenar o projeto.
Encaminhamentos
O projeto de lei que trata do Fecafé e que deverá ser encaminhado para a Assembléia Legislativa ainda está em finalização. Durante seu pronunciamento, o deputado Arantes lamentou o fato de a Comissão de Agricultura e Agropecuária não ter sido consultada para a construção e debates sobre o Fundo.
Pela proposição, o fundo será coordenado por um grupo presidido pela Seapa e composto por representantes das secretarias estaduais de Planejamento e Gestão (Seplag), e de Fazenda e de Desenvolvimento Econômico. Também integrariam o grupo o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), a Federação dos Trabalhares na Agricultura (Fetaemg), a Federação da Agricultura e Pecuária (Faemg), o Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais (Ocemg) e o Sindicato da Indústria do Café (Sindicafé).
Polo de Excelência do Café
http://excelenciacafe.simi.org.br/














